Pular para o conteúdo principal

No semáforo

Há algumas horas, passei por uma das mais movimentadas avenidas do bairro - a Giovanni Gronchi -, indo no sentido da Av. Morumbi. Passei ao lado do palácio do governo do Estado de SP, e parei, aguardando a abertura do semáforo. 
Ocupando uma das ruas laterais da Praça Vinicius de Moraes -  a que dá para o palácio, vi um aglomerado de gente. À primeira vista era composto apenas por homens, entre 30 a 40 anos. 
Temperatura agradável, sol de fim de tarde, o pessoal animado conversando alto, alguns soltando rojões, rindo. Vários veículos estacionados nessa rua - caminhões, ônibus, vans. Ao lado, meio que assim, uma viatura da Policia Militar, com uns policiais aparentando indiferença, dando plantão.
Os 'manifestantes' estavam protestando contra o atual Governador se São Paulo Geraldo Alckmin, reivindicando aumento salarial - deu para ver um grande cartaz onde ele aparecia com o nariz do Pinóquio.
Vi aquilo e o que me ocorreu, não foi um sentimento emocionado por  estar presenciando um momento glorioso, quando cidadãos comuns, indignados, sentindo-se prejudicados saem espontaneamente do seu dia a dia e, com muita coragem, a custa de sacrifício, vêm  reivindicar democraticamente seus direitos naturais como cidadãos. Pelo contrário - senti-me incomodado,  e me ocorreram as seguintes perguntas:
¾        Todo esse pessoal não trabalha?
¾        Quem será que está por trás desse movimento.
¾        Quem está financiando tudo isso?
¾         Qual o interesse?
Então, o semáforo abriu, e eu segui meu caminho.





Postagens mais visitadas deste blog

100 anos do Leblon - os encantos e história do bairro mais charmoso do Rio

Cenário de inúmeras novelas e inspiração de muitos compositores, o local tem centenas de moradores famosos Quando se pensa no bairro do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, vem na mente o cenário de inúmeras novelas de Manoel Carlos e, claro, a fonte de inspiração de muitos compositores e poetas. Como defini-lo? Calmo e elegante. Ele - localizado entre Vidigal, Gávea e Ipanema - é conhecido por seus ótimos restaurantes, comércio forte, vida noturna agitada, e pelos famosos que circulam por lá, e pelo seu cartão-postal: o mar e o Morro Dois Irmãos. A beleza natural juntamente com outros atributos fazem da localidade uma das mais cobiçadas da cidade e um dos bairros mais caros do país. No último dia 26 de julho, o Leblon completou 100 anos de histórias. Francisca Ornellas Teles e Charles Le Blond Charles Le Blond, 1804-1880, chegou ao Rio de Janeiro em 1830, proveniente de Marselha fundando a empresa ‘Navegação Aliança’ com a finalidade de explor...

Bandeira da Cidade de São Paulo

A bandeira paulistana é branca, traz a Cruz da Ordem de Cristo em vermelho e ostenta o brasão do município no centro. O branco simboliza a paz, a pureza, a temperança, a verdade, a franqueza, a integridade, a amizade e a síntese das raças. O vermelho simboliza a audácia, a coragem, o valor, a galhardia, a generosidade e a honra. A cruz evoca a fundação da cidade. O círculo,  emblema da eternidade, afirma a posição de São Paulo como capital e líder de seu estado. O círculo  envolve o brasão do município de São Paulo.  O brasão consiste num braço armado empunhando um pendão branco, de de quatro pontas farpadas, ostentando a cruz da Ordem de Cristo. O pendão está fixado em uma haste lanceada, em prata.  Encimando o escudo há uma coroa em ouro, com quatro torres, três ameias, com uma porta cada. Suportes: dois ramos de café, frutificados, na sua cor natural.  Divisa: ‘Non ducor duco’ (não sou conduzido, conduzo). . A cr...

Coração de Gelo

Quem tem ambições literárias deve ser de esquerda (em público) e de direita (na obra) Não dou conselhos. Exceto quando me pedem. Aí, depois de cobrar meu salário, digo sempre o mesmo a uma audiência mais jovem: quem tem ambições literárias deve ser de esquerda (publicamente) e de direita (literariamente). Em público, persiste ainda a ideia bizarra de que a esquerda tem um ‘pedigree’ cultural mais elevado. A história do modernismo desmente essa fantasia. Mas a fantasia sobrevive —e, acredite, é mais confortável fazer carreira sem correr maratonas. Relaxe, seja de esquerda, tudo fica mais fácil. Literariamente falando, ninguém escreve grandes obras com ‘bons sentimentos’. Muito menos com uma visão otimista da condição humana. Nesse quesito, faço minhas as palavras de Graham Greene: ‘um grande autor tem sempre uma farpa de gelo no coração’. O próprio Greene ilustrava essa máxima como grande escritor de direita que era (apesar de se dizer de esquerda, claro). Le...