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Humano ou Máquina

  O que faríamos se uma nave espacial aterrissasse em nosso planeta e, seguindo o velho script hollywoodiano, um extraterrestre se dirigisse a nós com o imperativo já conhecido: ‘Leve-me ao seu líder?’ Você o levaria a um líder político como António Guterres, Donald Trump ou Xi Jinping? Ou seria mais simples conduzi-lo a um líder religioso como o Papa Leão 14 ou o Dalai Lama? A provocação está lançada: em quem, de fato, depositamos o crédito de falar em nosso nome? Estar presencialmente em Davos, no Fórum Econômico Mundial, é constatar algo desconfortável. Estamos longe de um caminho claro para a evolução do planeta. E não é nada difícil perceber que somos uma Torre de Babel não apenas de línguas, mas de opiniões conflitantes, divergentes e, muitas vezes, raivosas. O consenso virou um animal em extinção. Quando concordar se torna impossível nos temas realmente complexos, uma evidência emerge diante de todos. Esqueça o modelo político-econômico que nos moldou por décadas. Ent...
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América

  A apresentação do porto-riquenho Bad Bunny no Super Bowl reacendeu um debate antigo que nunca perdeu a atualidade. Ao usar o termo ‘América’ para se referir ao continente, e não como sinônimo exclusivo para o país de nome Estados Unidos da América [que se trata de uma banalização incorreta], o artista tocou num nervo histórico que vai muito além da cultura pop. O termo ‘América’ vem do nome do explorador italiano Amerigo Vespucci (1454-1512) . Contratado tanto pelos governos da Espanha como de Portugal, consequentemente, seu nome foi por ambos ‘traduzido’ para Américo Vespúcio. Nomear o chamado novo continente com esse nome foi uma homenagem às suas descobertas na região, em duas viagens diferentes. Sobre sua história, vale ler ‘Amerigo: The Man Who Gave His Name to America’. Nele, estão descritas paisagens, nativos, a natureza da América pela primeira vez aos europeus, cativando muitos leitores. Recomendamos ainda mais dois livros que tratam desse tema. Um deles é mais...

Carnaval - Tradição Europeia que virou festa popular brasileira

  Tentativa de elite de 'civilizar' festa foi subvertida por negros e classes populares. Mudanças da folia no país se intensificaram a partir do século 19, segundo pesquisadores.   O que faz o Carnaval do Brasil ser o Carnaval do Brasil? A festa que se alastra por todas as regiões do país tem raízes europeias. No entanto, a mistura de diferentes tradições culturais, e a subversão promovida por setores populares, são fundamentais para entender a folia de hoje, e as diferenças na forma como ela é vivida no país em comparação com outros lugares. A origem do Carnaval tem uma forte ligação com a tradição europeia e, por isso, acredita-se que a festa foi trazida à América Latina em meio à colonização da região. Na Europa, a festa marca o período pré-quaresma. Na Idade Média, por exemplo, esse era um momento de maior permissividade e suspensão de regras sociais punitivistas impostas pela Igreja Católica, afirma Samuel Araújo, professor da Escola de Música da UFRJ (Universidade Fede...

Bad Bunny

  Com mais de 128 milhões de telespectadores, os 13 minutos do show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl superaram a audiência média do próprio jogo (125 milhões) . E ganhou de lavada do show alternativo que uma entidade da extrema-direita apresentou na mesma ocasião, para fazer concorrência (6 milhões) . Contrastando com o que hoje ocorre nos Estados Unidos, Bad Bunny prestou homenagem à cultura latina, e exaltou o papel dos imigrantes. Sem pieguismo, nem lamentações - pelo contrário, no tom de uma alegre celebração da vida. No final, diante de um estandarte com a frase: ‘A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor’, Bad Bunny apareceu com um grupo levando bandeiras de todos os países do continente - e também a de seu Porto Rico natal - enquanto proclamava os nomes de todos eles, e segurava uma bola de futebol americano com os dizeres: ‘Juntos, nós somos a América’.   Ao lhe perguntarem se a pessoa teria de conhecer espanhol para apreciar seu show, Bad Bunny ...

Falta de Memória ou de Atenção

  Métodos de organização, sono de qualidade e novos aprendizados ajudam a treinar o cérebro .   Você caminha até a cozinha e, ao abrir a porta da geladeira, pensa: ‘o que vim buscar mesmo?’. Se for normal para você sofrer com esquecimentos no dia a dia, assim como perder as chaves, ou não se lembrar de uma reunião, esta matéria vai ajudá-lo a entender melhor esses episódios (e evitá-los) . Muita gente, ao se deparar com essas situações, pensa estar com problemas de memória. Porém, grande parte das queixas de esquecimento levadas aos consultórios médicos é, na verdade, uma dificuldade de atenção. Entenda: o processamento das lembranças pelo cérebro é dividido em três fases, de acordo com Marcelo Valadares, neurocirurgião e pesquisador da Unicamp: 1.        Atenção (foco inicial) , 2 .       Consolidação (armazenamento) , 3 .       Resgate (capacidade de acessar a informação) ....

São Paulo - 472 Anos

  Roteiro de passeios Cidade que mais recebe turistas no Brasil, São Paulo tem uma gama de atrações tão vasta que pode até confundir o visitante de primeira viagem. Em comemoração aos 472 anos da cidade, no próximo dia 25 , veja um roteiro com um pouco de tudo que ela oferece de melhor - evitando armadilhas de turista. 1º Dia - Centro                   Comece batendo perna pelo centro. Na parte histórica estão o Pátio do Colégio, onde a cidade foi fundada, a Catedral da Sé, e o Centro Cultural Banco do Brasil, prédio de 1923 que já foi agência bancária e hoje é espaço cultural. Perto dali, na Praça Antônio Prado, vários edifícios do começo do século 20 (quando arranha-céus mal existiam por aqui) chamam atenção pela monumentalidade. Repare no lustre do hall de entrada do Edifício Altino Arantes, que abriga o Farol Santander, nos detalhes art déco da fachada do Edifício Banco de São Paulo e nas cores do Edifício Martinelli, o prime...

UE precisa dizer não a Trump

·         Pretensões do presidente sobre a Groenlândia não têm motivação racional ·         Entregar soberania da ilha aos EU não pode ser considerado opção viável . Já passa da hora de traçar uma linha vermelha para Donald Trump. O uso de tarifas para retaliar países europeus que se manifestaram contra a pressão que os EU exercem para que a Dinamarca lhes ceda a Groenlândia é um claro sinal de que o apetite do presidente americano é insaciável. Nem menciono ações dos EU contra nações com as quais Washington tinha desavenças históricas, como Venezuela, Irã ou Cuba. Trump agora está se voltando contra seus mais tradicionais aliados. Se hoje é a Groenlândia, território associado à Dinamarca, um dos 12 membros fundadores da OTAN , que está na mira da Casa Branca, amanhã poderá ser o Canadá, que Trump já disse que gostaria de ver como o 51º estado dos EU . Embora o Agente Laranja não goste de florestas, poderá a...