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Brasil Império (1822-1899)

  A bandeira nacional brasileira tem entre as cores o verde e o amarelo porque a mãe de Pedro II do Brasil, a Imperatriz Leopoldina, idealizou e costurou a primeira bandeira nacional, e o verde era cor símbolo da casa real dos Bragança, e o amarelo da casa real dos Habsburgo. Diferentemente como muitos pensam o verde não representa as matas, e o amarelo não representa o ouro. Além disso foi seu pai, Pedro I , quem compôs o nosso primeiro hino nacional, que sofreu modificações ao longo da república. Quando D. Pedro II do Brasil subiu ao trono em 1840 , 92% da população brasileira era analfabeta. Em seu último ano de reinado, em 1889 , essa porcentagem era de 46% , principalmente devido ao seu grande incentivo à educação, à construção de Faculdades e, principalmente, a implantação de inúmeras Escolas que tinham como modelo o excelente Colégio Pedro II . Pedro II do Brasil é Patrono do Corpo de Bombeiros, e da Astronomia. Em 1887 , a média da temperatura na cidade do Rio de ...
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Agatha Christie

Ø   Livros de mistério da autora encantam há mais de um século Ø   Cinquenta anos depois, morte da escritora segue um enigma   Agatha Christie (Agatha Mary Clarissa Miller), Inglaterra, 1890-1970   Agatha Christie sabia como poucos se esconder à vista de todos. Ela se apresentava como uma senhora mais velha e afável, com casaco de pele, amante da jardinagem, da boa comida, da família, e dos cães. Por trás dessa aparência gentil, divertia-se tramando histórias de envenenamentos, traições e sangue —sucessos de venda. E oferecia poucas pistas sobre o funcionamento interno de sua mente engenhosa. Christie era cronicamente tímida, mas, em 1955 , foi convencida a conceder uma entrevista incomum em seu apartamento em Londres para uma reportagem de rádio da BBC . Nela, a autora revelou como uma infância pouco convencional despertou sua imaginação, por que escrever peças de teatro era mais fácil do que escrever romances, e como conseguia terminar um livro em trê...

Elizabeth Taylor x AIDS

  Quando a maior estrela de Hollywood estava morrendo, o mundo virou o rosto. Uma mulher que se recusou a aceitar o preconceito - e essa escolha mudaria milhões de vidas. Verão de 1985 . A América assistia, atônita, à lenta despedida de Rock Hudson. O ícone das telas, símbolo de masculinidade e charme, surgia irreconhecível diante das câmeras. Em pouco tempo, veio o anúncio que atravessou o país como um choque: Ele tinha AIDS . Pela primeira vez, uma doença tratada como sussurro nas margens dos jornais invadia as salas de estar. Não era mais distante. Não era mais ‘outro’. Era o rosto de uma era. Era alguém que todos conheciam. E ele estava morrendo em público. A reação revelou algo ainda mais cruel que a doença. Naquele tempo, a AIDS não era vista como um vírus — mas como um veredito moral. Palavras como ‘praga’ e ‘castigo divino’ circulavam com naturalidade. O medo era maior que a ciência. O preconceito, mais rápido que qualquer cura. Hospitais isolavam. Famílias esco...

Humano ou Máquina

  O que faríamos se uma nave espacial aterrissasse em nosso planeta e, seguindo o velho script hollywoodiano, um extraterrestre se dirigisse a nós com o imperativo já conhecido: ‘Leve-me ao seu líder?’ Você o levaria a um líder político como António Guterres, Donald Trump ou Xi Jinping? Ou seria mais simples conduzi-lo a um líder religioso como o Papa Leão 14 ou o Dalai Lama? A provocação está lançada: em quem, de fato, depositamos o crédito de falar em nosso nome? Estar presencialmente em Davos, no Fórum Econômico Mundial, é constatar algo desconfortável. Estamos longe de um caminho claro para a evolução do planeta. E não é nada difícil perceber que somos uma Torre de Babel não apenas de línguas, mas de opiniões conflitantes, divergentes e, muitas vezes, raivosas. O consenso virou um animal em extinção. Quando concordar se torna impossível nos temas realmente complexos, uma evidência emerge diante de todos. Esqueça o modelo político-econômico que nos moldou por décadas. Ent...

América

  A apresentação do porto-riquenho Bad Bunny no Super Bowl reacendeu um debate antigo que nunca perdeu a atualidade. Ao usar o termo ‘América’ para se referir ao continente, e não como sinônimo exclusivo para o país de nome Estados Unidos da América [que se trata de uma banalização incorreta], o artista tocou num nervo histórico que vai muito além da cultura pop. O termo ‘América’ vem do nome do explorador italiano Amerigo Vespucci (1454-1512) . Contratado tanto pelos governos da Espanha como de Portugal, consequentemente, seu nome foi por ambos ‘traduzido’ para Américo Vespúcio. Nomear o chamado novo continente com esse nome foi uma homenagem às suas descobertas na região, em duas viagens diferentes. Sobre sua história, vale ler ‘Amerigo: The Man Who Gave His Name to America’. Nele, estão descritas paisagens, nativos, a natureza da América pela primeira vez aos europeus, cativando muitos leitores. Recomendamos ainda mais dois livros que tratam desse tema. Um deles é mais...

Carnaval - Tradição Europeia que virou festa popular brasileira

  Tentativa de elite de 'civilizar' festa foi subvertida por negros e classes populares. Mudanças da folia no país se intensificaram a partir do século 19, segundo pesquisadores.   O que faz o Carnaval do Brasil ser o Carnaval do Brasil? A festa que se alastra por todas as regiões do país tem raízes europeias. No entanto, a mistura de diferentes tradições culturais, e a subversão promovida por setores populares, são fundamentais para entender a folia de hoje, e as diferenças na forma como ela é vivida no país em comparação com outros lugares. A origem do Carnaval tem uma forte ligação com a tradição europeia e, por isso, acredita-se que a festa foi trazida à América Latina em meio à colonização da região. Na Europa, a festa marca o período pré-quaresma. Na Idade Média, por exemplo, esse era um momento de maior permissividade e suspensão de regras sociais punitivistas impostas pela Igreja Católica, afirma Samuel Araújo, professor da Escola de Música da UFRJ (Universidade Fede...