Pintura da Independência, de Pedro Américo, em salão do Museu do Ipiranga, em São Paulo Muitas vezes, imagens ganham papel fundamental para a construção da memória coletiva e nacional. E neste ano de 2022 vale a pena lembrar da tela de Pedro Américo, que teve a infelicidade de ter sido entregue no fatídico ano de 1888. A obra era o resultado de uma encomenda do conselheiro do Império, Joaquim Inácio Ramalho, que atuava como presidente da Comissão do Monumento do Ipiranga. Buscava elevar a memória da monarquia – que passava, aliás, por um momento difícil e delicado. Já Pedro Américo, contratado em 1886, comprometeu-se a entregar a obra no máximo em 3 anos. Partiu, então, para a Europa e teve sua pintura exposta pela 1ª vez em Florença, em 8 de abril de 1888. Três meses depois, a pintura chegava a São Paulo. No entanto, diante da situação periclitante da realeza, as autoridades paulistas acharam por bem adiar a inauguraç...
História Secreta de Hebe Camargo: A Rainha da TV Que Sofreu em Silêncio Ela era a mulher mais poderosa da televisão brasileira. Por mais de 40 anos, sentou-se no sofá mais cobiçado do país e fez qualquer assunto parecer permitido diante das câmeras. Mas, dentro de casa, atrás da porta do próprio quarto, essa mesma mulher precisou se trancar para se proteger do próprio marido. A rainha, que falava sem medo diante de milhões, vivia em silêncio, uma guerra que ninguém via. Muito antes de se tornar Hebe Camargo, ela se chamava Hebe Maria Monteiro de Camargo. Nasceu em 8 de março de 1929 , em Taubaté, cidade do interior paulista, no Vale do Paraíba. Era a caçula de sete irmãos, filha da dona de casa católica Ester Magalhães de Camargo, e do violinista Sigisfredo Monteiro de Camargo, conhecido na cidade como Fego. Ele tocava na orquestra do cinema local, na época ainda do cinema mudo, ganhando a vida com o próprio violino. A infância foi humilde. Quando o cinema falado chegou...