O rei do rock, Elvis Presley. Quem nunca ouviu ‘Love Me Tender’ a tocar numa vitrola antiga? Quem nunca viu o filme dele a dançar ‘Jail House Rock’ em cima daquela escada de cadeia? E o espetáculo de ‘Las Vegas, Jump Suite’, branco brilhando no palco, terminando com ‘Can Help Falling in love’. Marcou no mundo inteiro, marcou no Brasil também. Roberto Carlos passou a ser Roberto Carlos porque assistiu ao Elvis. Erasmo Carlos também. A Jovem guarda inteira nasceu dessa influência. O gajo mexeu com a música brasileira sem nunca ter pisado aqui. Só que há uma parte dessa história que quase ninguém conta bem por aqui no Brasil. O que aconteceu com tudo o que ele deixou para trás? O homem vendeu meio bilhão de discos, tinha avião particular, dava Cadillac de presente a desconhecido na rua....
Em 13 de maio de 1888 , o governo imperial se rendeu às pressões e a princesa Isabel de Bragança assinando a lei Áurea, que extinguiu a escravidão no Brasil. A decisão desagradou aos fazendeiros, que exigiam indenizações pela perda de ‘seus bens’. Como não conseguiram, aderiram ao movimento republicano. Ao abandonar o regime escravagista, o Império perdeu uma coluna de sustentação política. O fim da escravatura, porém, não melhorou a condição social e econômica dos ex-escravos. Sem formação escolar ou uma profissão definida, para a maioria deles a simples emancipação jurídica não mudou sua condição subalterna, nem ajudou a promover sua cidadania, ou ascensão social. Sobre as consequências negativas da abolição sem amparo aos escravos, no livro ‘Centenário de Antônio Prado’, editado em 1942 , Everardo Valim Pereira de Souza fez análise abaixo: ‘Segundo a previsão do conselheiro Antônio Prado, decretada de afogadilho os efeitos da ‘Lei 13 de Maio’ foram os mais desastrosos. O...