Entenda por que essa filosofia, que surgiu na Grécia Antiga e ganhou força em Roma, volta a conquistar adeptos 2.400 anos depois – e veja como seus ensinamentos, baseados na resiliência e no controle das emoções, podem ajudar na vida moderna. Imagine o seguinte: você tem uma vida ótima, a família vai bem, seu trabalho é promissor. Mas, por um erro, azar ou circunstância, tudo muda. Você perde alguém, sofre um acidente, é diagnosticado com uma doença grave, ou qualquer outra coisa ruim. Bem ruim. Seu futuro, que parecia claro e tranquilo, desaparece; resta apenas a sensação de que, daqui para a frente, tudo será incerto e angustiante. Parece plausível, não? Reviravoltas assim podem acontecer qualquer dia, com qualquer pessoa. E sempre puderam. Há cerca de 2 . 400 anos, um comerciante também ficou confuso e sem ação. Seu navio afundou, ele perdeu uma carga extremamente valiosa – e, junto, o rumo na vida. Começou a procurar saídas na filosofia de Atenas. E então, tornou-se, el...
Pesquisadores estão dando um novo passo ao analisar esses abalos sísmicos da maternidade Poucos acontecimentos sacodem com tamanha intensidade a vida de uma mulher quanto o exercício da maternidade, uma trilha cheia de curvas e lombadas na qual é preciso aprender a caminhar, ao mesmo tempo que desafios de variadas envergaduras se apresentam. Do choro que não para ao bebê que não dorme - esse é só o início de uma jornada que ganha complexidade conforme a criança vai fincando os pés no mundo. E não é só o humor da mãe que muda, não. Também seu cérebro é vastamente transformado de forma duradoura, ajustando-se para executar um rol inédito de tarefas que envolvem, no conjunto, a delicada missão de decifrar as necessidades e os sentimentos daquele miúdo ser, muito antes de ele saber expressá-los. Há décadas dedicados a dissecar a mente materna, os neurocientistas já sabem: circuitos neurais situados na região do córtex pré-frontal, relacionados à capacidade de frear impulsos ...