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Agatha Christie

Ø   Livros de mistério da autora encantam há mais de um século Ø   Cinquenta anos depois, morte da escritora segue um enigma   Agatha Christie (Agatha Mary Clarissa Miller), Inglaterra, 1890-1970   Agatha Christie sabia como poucos se esconder à vista de todos. Ela se apresentava como uma senhora mais velha e afável, com casaco de pele, amante da jardinagem, da boa comida, da família, e dos cães. Por trás dessa aparência gentil, divertia-se tramando histórias de envenenamentos, traições e sangue —sucessos de venda. E oferecia poucas pistas sobre o funcionamento interno de sua mente engenhosa. Christie era cronicamente tímida, mas, em 1955 , foi convencida a conceder uma entrevista incomum em seu apartamento em Londres para uma reportagem de rádio da BBC . Nela, a autora revelou como uma infância pouco convencional despertou sua imaginação, por que escrever peças de teatro era mais fácil do que escrever romances, e como conseguia terminar um livro em trê...
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Elizabeth Taylor x AIDS

  Quando a maior estrela de Hollywood estava morrendo, o mundo virou o rosto. Uma mulher que se recusou a aceitar o preconceito - e essa escolha mudaria milhões de vidas. Verão de 1985 . A América assistia, atônita, à lenta despedida de Rock Hudson. O ícone das telas, símbolo de masculinidade e charme, surgia irreconhecível diante das câmeras. Em pouco tempo, veio o anúncio que atravessou o país como um choque: Ele tinha AIDS . Pela primeira vez, uma doença tratada como sussurro nas margens dos jornais invadia as salas de estar. Não era mais distante. Não era mais ‘outro’. Era o rosto de uma era. Era alguém que todos conheciam. E ele estava morrendo em público. A reação revelou algo ainda mais cruel que a doença. Naquele tempo, a AIDS não era vista como um vírus — mas como um veredito moral. Palavras como ‘praga’ e ‘castigo divino’ circulavam com naturalidade. O medo era maior que a ciência. O preconceito, mais rápido que qualquer cura. Hospitais isolavam. Famílias esco...

Humano ou Máquina

  O que faríamos se uma nave espacial aterrissasse em nosso planeta e, seguindo o velho script hollywoodiano, um extraterrestre se dirigisse a nós com o imperativo já conhecido: ‘Leve-me ao seu líder?’ Você o levaria a um líder político como António Guterres, Donald Trump ou Xi Jinping? Ou seria mais simples conduzi-lo a um líder religioso como o Papa Leão 14 ou o Dalai Lama? A provocação está lançada: em quem, de fato, depositamos o crédito de falar em nosso nome? Estar presencialmente em Davos, no Fórum Econômico Mundial, é constatar algo desconfortável. Estamos longe de um caminho claro para a evolução do planeta. E não é nada difícil perceber que somos uma Torre de Babel não apenas de línguas, mas de opiniões conflitantes, divergentes e, muitas vezes, raivosas. O consenso virou um animal em extinção. Quando concordar se torna impossível nos temas realmente complexos, uma evidência emerge diante de todos. Esqueça o modelo político-econômico que nos moldou por décadas. Ent...

América

  A apresentação do porto-riquenho Bad Bunny no Super Bowl reacendeu um debate antigo que nunca perdeu a atualidade. Ao usar o termo ‘América’ para se referir ao continente, e não como sinônimo exclusivo para o país de nome Estados Unidos da América [que se trata de uma banalização incorreta], o artista tocou num nervo histórico que vai muito além da cultura pop. O termo ‘América’ vem do nome do explorador italiano Amerigo Vespucci (1454-1512) . Contratado tanto pelos governos da Espanha como de Portugal, consequentemente, seu nome foi por ambos ‘traduzido’ para Américo Vespúcio. Nomear o chamado novo continente com esse nome foi uma homenagem às suas descobertas na região, em duas viagens diferentes. Sobre sua história, vale ler ‘Amerigo: The Man Who Gave His Name to America’. Nele, estão descritas paisagens, nativos, a natureza da América pela primeira vez aos europeus, cativando muitos leitores. Recomendamos ainda mais dois livros que tratam desse tema. Um deles é mais...

Carnaval - Tradição Europeia que virou festa popular brasileira

  Tentativa de elite de 'civilizar' festa foi subvertida por negros e classes populares. Mudanças da folia no país se intensificaram a partir do século 19, segundo pesquisadores.   O que faz o Carnaval do Brasil ser o Carnaval do Brasil? A festa que se alastra por todas as regiões do país tem raízes europeias. No entanto, a mistura de diferentes tradições culturais, e a subversão promovida por setores populares, são fundamentais para entender a folia de hoje, e as diferenças na forma como ela é vivida no país em comparação com outros lugares. A origem do Carnaval tem uma forte ligação com a tradição europeia e, por isso, acredita-se que a festa foi trazida à América Latina em meio à colonização da região. Na Europa, a festa marca o período pré-quaresma. Na Idade Média, por exemplo, esse era um momento de maior permissividade e suspensão de regras sociais punitivistas impostas pela Igreja Católica, afirma Samuel Araújo, professor da Escola de Música da UFRJ (Universidade Fede...

Bad Bunny

  Com mais de 128 milhões de telespectadores, os 13 minutos do show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl superaram a audiência média do próprio jogo (125 milhões) . E ganhou de lavada do show alternativo que uma entidade da extrema-direita apresentou na mesma ocasião, para fazer concorrência (6 milhões) . Contrastando com o que hoje ocorre nos Estados Unidos, Bad Bunny prestou homenagem à cultura latina, e exaltou o papel dos imigrantes. Sem pieguismo, nem lamentações - pelo contrário, no tom de uma alegre celebração da vida. No final, diante de um estandarte com a frase: ‘A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor’, Bad Bunny apareceu com um grupo levando bandeiras de todos os países do continente - e também a de seu Porto Rico natal - enquanto proclamava os nomes de todos eles, e segurava uma bola de futebol americano com os dizeres: ‘Juntos, nós somos a América’.   Ao lhe perguntarem se a pessoa teria de conhecer espanhol para apreciar seu show, Bad Bunny ...

Falta de Memória ou de Atenção

  Métodos de organização, sono de qualidade e novos aprendizados ajudam a treinar o cérebro .   Você caminha até a cozinha e, ao abrir a porta da geladeira, pensa: ‘o que vim buscar mesmo?’. Se for normal para você sofrer com esquecimentos no dia a dia, assim como perder as chaves, ou não se lembrar de uma reunião, esta matéria vai ajudá-lo a entender melhor esses episódios (e evitá-los) . Muita gente, ao se deparar com essas situações, pensa estar com problemas de memória. Porém, grande parte das queixas de esquecimento levadas aos consultórios médicos é, na verdade, uma dificuldade de atenção. Entenda: o processamento das lembranças pelo cérebro é dividido em três fases, de acordo com Marcelo Valadares, neurocirurgião e pesquisador da Unicamp: 1.        Atenção (foco inicial) , 2 .       Consolidação (armazenamento) , 3 .       Resgate (capacidade de acessar a informação) ....