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Mostrando postagens com o rótulo PINTOR

Imagens Escritas

Recentemente, Augusto vinha dirigindo pela estrada numa manhã ensolarada, quando viu alguns bois, andando por uma trilha no campo, em fila, descendo de uma elevação. Provavelmente estavam indo em busca de água, alimento, do frescor da sombra das árvores, ou da segurança do seu estábulo.                                                                                                    Algumas horas mais tarde, já na área urbana, estava na janela de um alto edifício de escritórios, aguardando para ser atendido. Olhou para baixo e viu o trânsito intenso na avenida de duas pistas existente em frente ao prédio -   automóveis, ônibus e motos, trafegando, nos dois sentidos; um atrás do outro, cada qual levando pessoas, seguindo par...

Sentimentos

Augusto sempre se interessou por arte. Começou ainda na adolescência a frequentar cursos de desenho e de pintura.  Jovem ainda, já era um pintor conhecido no meio artístico da sua cidade e, mais tarde, em torno dos seus 60 anos, do seu país, do mercado internacional. O tema de seus quadros variava. Era como um escritor que, de repente toma contato com algum fato ou fala, e percebe que aquilo daria um bom tema, começa escrever e a obra vai tomando corpo sozinha, como se já não dependesse mais dele. Mas, ultimamente, parecia que havia esgotado todos os temas - estava sem ideia do que pintar. Refletindo, ocorreu que nas suas seis décadas de existência,  tivera oportunidade de passar por momentos significativos, que ficaram marcados para sempre na sua memória e que, só por isso, mereciam ser imortalizados numa obra de arte. Começou a listar esses momentos e percebeu que não foram tantos assim. O que mais lhe marcou foram algumas pessoas e alguns lugares que, por isso ou...

Pintando a Vida

Vincent  nasceu em 1853 em numa pequena cidade holandesa, Zundert. E, embora fosse filho de um pastor calvinista, foi sempre uma criança rebelde, insociável.   Aos 16 anos seus pais o colocam num colégio interno para ver se a mudança de ambiente, de pessoas, o ajudaria a melhorar seu comportamento. Entretanto, isto também não deu certo. Logo ele abandona o Colégio e vai trabalhar com o tio que havia aberto uma sucursal de uma grande galeria que comercializava obras de arte e livros, em Haia.  Depois de três anos é enviado para Bruxelas como representante da Galeria, onde passa dois anos. Depois vai para Londres, sempre a serviço da Galeria. Em 1875, com 23 anos, anos, consegue ser transferido para a sede da Galeria, em Paris. Um ano depois (1876), após se indispor com os clientes, é demitido. Então, vai para a Inglaterra, onde já havia trabalhado, e lá começa dar aulas em escolas primárias de pequenas cidades.  Nesse mesmo ano, em dezembro, vai visitar s...