Caroline Norton em 1863 | John & Charles Watkins / National Portrait Gallery) "Até que esta mulher não se se dedicasse à causa, as esposas inglesas não tinham direitos para ver seus filhos ou mesmo se divorciarem. ‘Eu existo e eu sofro; mas a lei nega minha existência’. No papel, as mulheres casadas não existiam. Elas eram fantasmas legais, incapazes de possuir propriedades, processar seus maridos por divórcio, ou ganhar uma renda separada que, tecnicamente, não pertencesse ao marido também. Era a Inglaterra do século 19, e até mulheres inteligentes e independentes como Caroline Norton eram praticamente impotentes - especialmente contra os caprichos de um esposo vingativo. Felizmente, Caroline teve um emprego e uma rede de contatos poderosa. E, na ocasião em que ela soube que seu marido planejava apropriar-se de todos os seus rendimentos, frutos de seu trabalho como escritora, ela prometeu não escrever mais nada, exceto petições para melhorar os direitos l...