Já se passaram muitos anos desde então. Mas, aquele garoto que eu fui ainda vive na minha memória. Ele era confiante – talvez por influência da minha mãe que sempre procurava nos fazer sentir melhor do que nós éramos de fato. Embora tivesse consciência de minhas limitações decorrentes da idade, situação financeira, etc., não tinha dúvida nenhuma de que, algum dia, iria conseguir superar tudo aquilo. Conforme fui crescendo, independentemente de onde estivesse, sempre soube porque estava ali, e qual seria o próximo passo para chegar onde pretendia. E, sem falsa modéstia, frequentemente cheguei. Eventualmente encontro colegas com os quais compartilhei alguns momentos da minha vida, e comentando sobre aquela época, percebo que nossa percepção do que vivemos então é muito diferente. Por exemplo, participei de um grupo de amigos do antigo Colegial que se encontrava todos os sábados na casa de um dos colegas, para jogar futebol de salão. A casa, para os meus padrõe...