Benjamim, Ben, já há muitos anos havia deixado de ser jovem. Tinha 70 anos e estava aposentado há cerca de cinco. Depois de se aposentar, embora tivesse tentado alguns empreendimentos para se manter ativo e aumentar a sua receita, nada havia prosperado. Para se manter dependia do rendimento de algumas aplicações feitas no passado. Não tinha planos futuros e, naturalmente, o tempo passava sem que nada de novo acontecesse. Como lhe ocorreu recentemente, sua vida era como de alguém crucificado - ignorava as ‘dores’ inerentes à sua atual situação, e os eventuais momentos prazerosos que pôde vivenciar no passado, agora tão distante. Apenas aguardava o final redentor. Nas viradas de ano, o barulho dos fogos de artifício o tirava da sua letargia habitual, e ele sentia uma pontinha de esperança. Esperança de que poderia ocorrer alguma mudança positiva. Então, rezava para que isso acontecesse. Nesta última, ele não sentiu o que sempre sentira nessas ocasiões. Reflet...