Às 5 horas, naquele 6 de agosto, há exatos 75 anos, o pastor metodista Kiyoshi Tanimoto já estava desperto, e estava ajudando o amigo Matsuo a levar uma pequena carreta de pertences ˗ cadeiras, roupas etc. ˗ para guardá-los na casa de um empresário conhecido, ao abrigo dos bombardeios. Enquanto empurravam a carreta até o bairro de Koi, em colina distante do centro, escutaram o alarme de ataque aéreo ˗ habituados, prosseguiram. Mas quando acabavam de chegar, às 8h10, aterrorizaram-se com um fulgurante clarão sobre Hiroshima inteira. Estando longe do epicentro, puderam reagir. Enquanto Matsuo mergulhava nas colchas empilhadas ali, Tanimoto, entre rochas do jardim, se protegia da saraivada de tijolos e madeiras. Quando saiu, viu a casa do empresário derrubada. Uma nuvem de poeira e fumaça escurecia Hiroshima, mas da colina se avistavam incêndios por toda parte. Árvores desfolhadas, troncos chamuscados. Tentando voltar para casa, Tanimoto cruzou com incontáveis feridos. Em f...