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Mostrando postagens com o rótulo ETERNIDADE

Tempo Sociológico

  O futuro é uma ideia nova, e a eternidade é indiferente ao sofrimento humano       O tempo é um conceito que se declina de várias formas. Física, biológica -envelhecimento celular-, cosmológica, histórica, mitológica, estética, a duração da auto percepção subjetiva -o tempo existencial-, social, enfim, muitas formas. Uma dessas formas é o tempo sociológico. É aquele que nasce das interações sociais e materiais que vão submetendo o cotidiano a esse processo. De acordo com o grande sociólogo Norbert Elias,   num ensaio primoroso sobre esse tipo de temporalidade, ‘Sobre o Tempo’, ele fala: ‘Durante milênios, nada aconteceu em termos de tempo sociológico, porque o tempo social era parado. Nenhuma grande mudança tirava o Homo sapiens da sua condição prioritariamente natural’. Para o tempo social acontecer, se fazem necessárias transformações relevantes nos âmbitos da técnica e da gestão da vida, da sobrevivência, e da reprodução. E isso demorou muit...

Os enamorados

Os enamorados se sentem vivendo um sonho, um sonho que, ao contrário do que é próprio dos sonhos, está ao seu alcance. O sonho é o outro, seu namorado. Eles não vêem a hora se encontrarem, de se falarem, de se tocarem, de estarem juntos. O simples pensar um no outro, já os torna eufóricos - não acreditam que é possível ser tão feliz. Estão vivendo num plano superior, acima da realidade. Nesse plano, os dois se vêem com tanta simpatia, que tudo o que o outro faz, até os defeitos, são positivos, acrescentam. Tudo alimenta o sentimento de realização mútuo. Entretanto, a paixão é um sentimento tão forte quanto volátil - tem prazo de validade, dura pouco, evapora, como um gás liberado, procurando o espaço. Em decorrência, começa a ocorrer um desequilíbrio de sentimento entre as partes: o índice de paixão varia - neste passa a ser maior ou menor do que naquele. E, pouco a pouco, o mundo real vai ocupando o espaço, antes ocupado pelo mundo romântico dos enamorados, onde tudo é tão mara...

A Viagem da Vida

Viver é como fazer uma viagem. Eventualmente, podemos até dar uma paradinha para tomar folego, descansar, mas o avançar é compulsório. Vamos seguindo, passando por lugares maravilhosos, às vezes inóspitos, às vezes, assustadores, às vezes parados, sem vida, aborrecidos. Planícies a perder de vista, morros e vales, desfiladeiros, cachoeiras. Alguns l ugares estimulam nossas  lembranças;  outros, nos parecem muito estranhos. Faz sol, chove, escurece, amanhece. Faz frio, calor. Procuramos nos adaptar o melhor possível, a cada momento, a cada estação. De quando em quando, caímos, nos machucamos. Levantamos. Às vezes, obtemos algum sucesso, nos alegramos, comemoramos. E continuamos.   O tempo vai passando. Se nos encontrarmos em um lugar desagradável, pensamos:  vai passar. Sabemos que, provavelmente, lá na frente, deve haver um lugar   melhor. Então, procuramos nos distrair, pensando nos lugares e momentos bons que que conhecemos ou vivemos, nas pessoas...