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Mostrando postagens com o rótulo AÇÃO

Acidente Evitável

  Ele vinha dirigindo seu carro pela estrada vindo da sua casa, a caminho da cidade, onde tinha que ir ao SM .  O trânsito estava bom, sem problemas.  Num determinado momento percebeu que vinha vindo um carro atrás, ultrapassando a todos que conseguia. Aquele comportamento de alguma maneira mexeu com ele, que acelerou seu carro, criando maior distância entre eles. Manteve-se a frente até que, por isso ou por aquilo, foi ultrapassado pelo dito. Foi atrás tentando recuperar a dianteira. Ele estava à direita e o outro à esquerda. Nisso, já na entrada da cidade, foi sinalizada a redução de uma das pistas da estrada – a da esquerda, onde ele estava. Não teve como   ir para direita que   já estava ocupada pelo outro e, sem tempo de reduzir, foi abalroado por ele, lateralmente. Ambos pararam, e ele consciente de que a culpa pelo acidente era compartilhada, não quis discutir e, irritado pelo acontecido, aos berros, exigiu que o cara continuasse seguindo seu ...

Escrevendo e Aprendendo

    EL Doctorow disse uma vez: ‘Escrever é uma exploração. Você começa a partir do nada, e aprende conforme for escrevendo’. Como meus experimentos diários de escrita mostraram, ele está certo. Escrever pode revelar muito sobre o mundo e nós mesmos. O puro ato de escrever desbloqueia o que está mais profundo nas bibliotecas empoeiradas da minha mente. Até recentemente, escrever era tratado como um meio prático de colocar ideias no papel. Era um processo atrofiado e tedioso. Agora eu vejo isso como uma ferramenta explorativa essencial e energizante. Escrever pode ativar explosões surpreendentes de dados, emoções e visões, que anteriormente estavam adormecidas. Também adquiri uma autoconsciência profunda, e descobri o que me traz mais vida. Já não tenho necessidade de me adivinhar. Minha escrita revelou o que mais importa para mim. Parece também haver uma correlação entre a duração da escrita livre, e a descoberta de ideias cada vez mais complexas e aut...

Tempo Certo

Ele era um menino, com   cerca de oito anos de idade, que vivia numa comunidade agrícola,   no pequeno sítio da sua família.   A ele foram atribuídas algumas tarefas, como, por exemplo, alimentar as galinhas que eles criavam.   Além disso, tinha que frequentar e cumprir os deveres da escola, e cuidar do irmão menor, enquanto a mãe estava na lavoura. O tempo ia passando: os dias, as  noites; as estações do ano; o tempo chuvoso, o tempo de seca; plantação, colheita; ... Cada momento trazia consigo o seu significado, exigência, ações, e consequências. Terminado o Ensino Médio, conseguiu ser admitido numa faculdade. Infelizmente, ficava numa outra cidade. Após seus pais concordarem em mantê-lo por uns tempos na nova cidade, foi para lá, entrou e se adaptou na nova rotina. Basicamente, lá, o processo se repetia, muito parecido com o de quando estava em casa: observar e entender o momento, cumprir o que era necessário, e ter direito ao resultado (exigências...