Quando deixamos de esclarecer alguma lenda, algum Conto de Fadas, para uma criança, o fazemos para preservar a sua visão de um mundo encantado e infantil, no qual sempre há um final feliz, no qual o bem prevalece sobre o mal. Será que estamos agindo corretamente? No fundo, no fundo, estamos preocupados com elas ou conosco mesmo? Afinal, esse mundo não é o das crianças. É o mundo de sonho dos adultos. Para pensar. Para uma criança, Deus é o Papai Noel. Ele é poderoso, é eterno – no sentido que sempre existiu e continuará a existir - e que a sua aparência não muda, independentemente do tempo passado. Faz coisas que nem podemos imaginar e mora em algum lugar que ninguém nunca viu ou conseguiu chegar, e seus ajudantes são seres ‘encantados’, extraordinários. Se ela, criança, for ‘boazinha’: estudar, respeitar os mais velhos, não brigar com as coleguinhas, dormir e acordar na hora certa, obedecer pais, mães e professores, etc., será premiada, ganhará presentes....