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Quando os Filhos Voam

“Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças, e abandonem a proteção do ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora. Sei que é inevitável que eles voem em todas as direções como andorinhas adoidadas. Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos, e eu fique como o ninho abandonado no alto da palmeira… Mas, o que eu queria, mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo… Existem muitos jeitos de voar. Até mesmo o voo dos filhos ocorre por etapas. O desmame, os primeiros passos, o primeiro dia na escola, a primeira dormida fora de casa, a primeira viagem… Desde o nascimento de nossos filhos temos a oportunidade de aprender sobre esse estranho movimento de ir e vir, segurar e soltar, acolher e libertar. Nem sempre percebemos que esses momentos tão singelos são pequenos ensinamentos sobre o exercício da liberdade. Mas chega um momento em que a realidade bate à porta e escancara novas verdades difíceis de encarar. É o grito da indepen...

Por que?

Olhando para trás, para quando ainda era uma criança, percebeu que a lembrança mais marcante é de que era uma menina com muitas dúvidas. Vivia perguntando: ‘Por que?’ As perguntas,  próprias  de todas as crianças, eram muitas. Entretanto, poucos se davam ao trabalho, ou conseguiam responder. “ Por que o mundo gira em torno dele e do sol?  Por que a vida é justa com poucos e tão injusta com muitos? Por que o céu é azul?  Quem foi que inventou o Português?  Como foi que os homens e as mulheres chegaram a descobrir as letras e as sílabas? Como a explosão do Big Bang foi originada?  Será que existe inferno?  Como pode ter alguém que não goste de planta?  Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Um cego sabe o que é uma cor?  Se na Arca de Noé havia muitos animais selvagens, por que um não comeu o outro?  Para onde vou depois de morrer?  Por que eu adoro música e instrumentos musicais se ninguém na minha família toca nada?  P...

Perspectivas

     As crianças, mesmo estando sendo conduzidas, podem nos apontar o melhor caminho. Às vezes cruzamos com determinadas pessoas na nossa vida e, naquele relacionamento social, superficial, não nos damos conta dos problemas que elas podem estar carregando, muitas vezes graves,   os quais elas   dificilmente terão condições ou capacidade de administrar sozinhas.   E vamos indo em frente, indiferentes, carregando os nossos próprios.   Um dos problemas mais comuns  é a falta de perspectiva. E mbora não seja emergencial,   não é menos grave.  Ocorre quando a pessoa não sabe, ou não consegue descobrir, o que deve fazer para sair da situação em que foi colocada ou  levada. Muitas vezes ela está, inconscientemente, caminhando para o desastre, numa rota de colisão inevitável.   E, passiva, aceita o ‘seu’ destino. O que fazer? Difícil dizer o que fazer, uma vez que cada caso é um caso. As soluções comuns, genéricas, podem até...