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Mostrando postagens com o rótulo JOAQUIM EUGÊNIO DE LIMA

MASP – Sua História

1.        Chatô, o império de um jagunço   O paraibano Assis Chateaubriand foi o fundador dos Diários Associados, que em meados dos anos 1940 era o maior conglomerado de veículos de comunicação do Brasil. Ele comandava um verdadeiro império midiático: 34 jornais, 36 emissoras de rádio, uma agência de notícias e uma editora. Também se preparava para ser o pioneiro da televisão na América Latina (TV Tupi) , e futuro proprietário de 18 estações. Chateaubriand tinha o espírito empreendedor, e utilizava a influência de seu conglomerado para pressionar a elite do país a auxiliá-lo em suas iniciativas políticas, econômicas e culturais.   2.          O nascimento do MASP   Pietro Maria Bardi e Assis Chateaubriand na inauguração do MASP, em 2 de Outubro de 1947. Incialmente, o museu funcionava no edifício Guilherme Guinle, sede dos Diários Associados Nesta época, Chatô iniciou uma nova e ousada em...

Av. Paulista, 130 anos

Avenida que nasceu como bulevar afrancesado, renasce como corredor cultural   Avenida Paulista,1902 Em uma definição que se tornou célebre, o historiador da arquitetura Benedito Lima de Toledo (1934-2019) disse que São Paulo é como ‘um palimpsesto —um imenso pergaminho cuja escrita é raspada de tempos em tempos, para receber outra nova, de qualidade literária inferior, no geral’. Não é à toa que a avenida Paulista, inaugurada em 8 de dezembro de 1891 , o antigo endereço dos barões do café, ‘única por sua posição na cidade e insubstituível em sua elegância’, está no texto de Toledo entre os exemplos do que a cidade foi capaz de criar e apagar, ‘sem remorsos’. Em 130 anos, que completa nesta quarta (8) , a avenida vem se modificando em maior ou menor escala, mas persiste como um símbolo da capital —embora seu nome, proposto pelo engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima, que a concebeu, fosse uma homenagem a todos os nascidos no estado. A primeira destruição foi a de s...

Avenida Paulista

Avenida Paulista no dia da sua inauguração, 1891 - Aquarela de Jules Victor André Martin A reta de quase 3 km onde ela fica era chamada de Caaguassu, ‘mato alto’ em tupi-guarani. Foi ali que Joaquim Eugênio de Lima, uruguaio formado em agronomia na Alemanha, traçou a avenida e vendeu os lotes em torno à elite paulistana. Inspirada no barão Haussmann, o prefeito que rasgou bulevares na Paris de Napoleão 3º, São Paulo se modernizou enquanto preservava a segregação: a Paulista foi projetada num platô arejado, mas a ralé foi tocada para a margem de riachos alagadiços e várzeas infectas. Lévi-Strauss, que morou a uma quadra da Paulista nos anos 1930, comparou-a à avenue Foch. Ligando o Bois de Boulogne ao Arco do Triunfo, nela passaram temporadas Rothschild, Onassis, Mobutu e FHC (num apartamento da família de Abreu Sodré). Na inauguração, em 1891, ninguém morava na Paulista. As benfeitorias precederam os palacetes: duas pistas largas, fileiras de magnólias e plátanos, ch...