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Mostrando postagens com o rótulo ESCRAVOS

Bandeirantes

Uma estátua a mais ou a menos não muda nada na vida de uma cidade. No entanto, a discussão acerca de quais estátuas derrubar nos diz muito sobre como nos vemos e como queremos ser. As homenagens aos bandeirantes —como a estátua do Borba Gato, incendiada no sábado (25) — estão por toda a parte em São Paulo e em outros estados. Nesses casos, é comum defender figuras do passado alegando que, em sua época, a moral era outra. Qual imperador romano não seria, com razão, visto como um monstro pelos padrões de hoje? No caso dos bandeirantes, contudo, a coisa é ainda mais complicada. Os bandeirantes, também chamados de ‘mamelucos’ (pela mistura racial) ou simplesmente de ‘paulistas’, eram malvistos por muitos em seu próprio tempo. Verdadeiros demônios para os jesuítas e para os indígenas que viviam em missões, considerados ‘gente bárbara, indômita e que vive do que rouba’, segundo um governador de Pernambuco, falando do bando de Domingos Jorge Velho, excomungados pela Igreja e de rela...

Vacinação na época do Brasil Império

Imunizante foi trazido de Lisboa Escravos viabilizaram 1 º plano de vacinação do Brasil         Foi aplicado dentro das igrejas       Escravos enviados a Lisboa trouxeram vacina ao Brasil A varíola era uma infecção que assustava, e muito, no começo do século 19 - quem contraía a doença contagiosa tinha 30 % de chances de morrer. Um grupo de comerciantes baianos resolveu se unir para trazer ao Brasil a solução que já vinha sendo utilizada com sucesso na Europa: a vacinação. A ideia tinha sido desenvolvida por um médico britânico Edward Jenner, 1749-1823 , em 1796 . Ele descobriu que os que lidavam com gado tinham resistência à doença — isso se devia à infecção prévia deles com uma versão atenuada do vírus, justamente a que acometia os bovinos. Teve, então, a ideia de inocular esse material, extraído do pus dos que desenvolviam a forma leve da doença, em pessoas saudáveis. Estava inventada a vacina.   Dr. Jenner realizando a vacinaç...

História Resgatada

  Obelisco do Largo da Memória, 1860 – monumento mais antigo de São Paulo Quem caminha nos arredores da rua da Glória, na Liberdade (centro de São Paulo) , enfeitada com postes que lembram lanternas orientais, não imagina que está pisando sobre o que foi um cemitério para pessoas pobres, negros, indigentes e condenados à forca. A maioria das pessoas que desce apressadas na estação Anhangabaú de metrô, pela ladeira da Memória, desconhece que ali ficava o mercado onde se leiloavam escravos até o século 19 . O mesmo para quem anda no entorno da Sé, ou do largo São Francisco, onde fica a Faculdade de Direito da USP . Conforme a cidade se modernizava para se tornar uma das mais importantes do mundo, a história do povo negro em São Paulo foi sendo escondida. Faculdade de Direito da USP, largo São Francisco Sem placas, com nomes que foram trocados, a maioria dos eventos e pessoas ligados a essas histórias foram esquecidos. É o caso do...

Cidade de São Paulo - Fundação

Pátio Colégio, Henrique Passos A história de São Paulo inicia-se no século XVI, com a chegada de navegadores portugueses e espanhóis, com o descobrimento do Brasil. No entanto, apenas em 1532 o português Martim Afonso de Sousa iria fundar a primeira povoação de origem europeia na América — a vila de São Vicente, na atual Baixada Santista, realizando também as primeiras eleições em continente americano. A fundação de São Paulo está ligada da ao processo de ocupação e exploração das terras americanas pelos portugueses, a partir do século XVI. Inicialmente, os colonizadores fundaram a Vila de Santo André da Borda do Campo (1553), constantemente ameaçada pelos povos indígenas da região. Mem de Sá O povoamento da região de São Paulo teve início em 1560, quando, por ordem de Mem de Sá, governador geral da colônia, que mandou a população da vila de Santo André da Borda do Campo para os arredores do colégio, denominado ‘Colégio de São Paulo de Piratininga’ – o n...