Guilherme veio a mim, pediu um cigarro. Desculpe Guilherme, eu não fumo (e você também não deveria; mas quem sou eu pra julgar?). Guilherme sentou um pouco longe, e, tremendo de frio, encolheu-se e cobriu-se com seu cobertor cor de vinho. Havia mais gente por ali, e ele interagia com as pessoas: "meninas, como vocês estão bonitas. estou com fome, têm um trocado pra me dar?", e "tio me dá uma moeda.", foram algumas das frases dele. Uma grupo de moças estava gravando um vídeo por ali. Elas foram até uma lanchonete fast food ao lado e, na volta, deram ao Guilherme um lanche. Uma delas ainda teve o carinho de abrir o canudo e colocar no copo de refri. Guilherme agradeceu e gritou "vão com Deus, meninas. Obrigado!". Estávamos ali sentados, lado a lado, e o Guilherme pediu: "Tio, tira uma foto minha?". Foi aí que eu senti: Guilherme era só um garoto, sem ter muito pra onde ir. Guilherme queria apenas existir. "Tio, tira ...