O meu céu não tem estrelas. Tudo é vazio; não há referências. Sinto-me caminhando sobre nada, contornando obstáculos inexistentes, batalhando sem ter razões, indo com grande esforço para nenhum lugar, ou para um outro semelhante a este. Não gosto de pensar sobre isso pois acabo ficando deprimido e perdendo meu foco racional, meu objetivo definido. Aliás, isto não é verdade - nem deprimido consigo ficar. Acabo por ser apenas um indiferente observador. E o foco, o objetivo definido, não posso perder - é a única coisa que me move. Nada tem um significado maior – nem a morte, nem a vida. Tudo o que acontece se enquadra num único plano, completando uma sequência recorrente. Tudo se completa para formar um nada, nem visível, nem concreto. Entretanto, é importante que se complete, para seguir o plano mestre. Um plano que não é físico e nem espiritual, mas que resulta na união da matéria e antimatéria, da energia existente e da gerada. Um plano que prevê que tudo se encon...