Quando alguma polêmica captura as paixões e o debate público, passamos por uma espécie de exercício coletivo de lidar com conflitos e divergências. Algumas que me vêm à mente: a causa da morte do Ayrton Senna, os rolezinhos em São Paulo, o impeachment de Dilma Rousseff, a eleição de Donald Trump, o corpo nu no museu, o 7x1, o acordo das Coreias, Marielle Franco assassinada, o clipe da Anitta ou a revelação sobre as autorizações de Ernesto Geisel para assassinatos de opositores ao regime. Com o tempo, as discussões e assuntos vão esfriando até serem esquecidos ou ofuscados por um novo tema da vez. Sejam banalidades ou coisas muito sérias, há qualquer coisa de ameaçador quando somos frontalmente contrariados. Por exemplo, nos debates políticos recentes, fala-se bastante da cisão ou polarização das opiniões como algo muito ruim ou perigoso para a sociedade. O sentimento de estarmos certos é muito prazeroso. Essas polêmicas são prato cheio para acaloradas conversas de bar, ...