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Mostrando postagens com o rótulo FÍSICO

Museu da Memória

Allan era um homem de cerca de 50 anos. Era físico, tinha trabalhado em laboratórios de empresas multinacionais e, atualmente era professor numa universidade tradicional de seu país. Durante a sua vida profissional teve oportunidade de participar da elaboração de diversas teorias científicas e no desenvolvimento de produtos de ponta que vieram otimizar   a produção industrial, a facilitar a vida de milhões de pessoas.   Allan, até agora,  tivera uma vida plena em todos os sentidos. Suas ambições intelectuais tinham sido alimentadas e expandidas, seu trabalho era reconhecido, tinha alcançado estabilidade financeira, tinha muitos amigos, era casado com uma mulher que o completava, e dois filhos – um rapaz e uma mocinha, que  estavam estudando, e que o  enchiam de orgulho. Entretanto, ele percebia que grande parte daquilo que havia vivido, atualmente estava registrado apenas na sua memória, e, com o passar dos anos, teria significado apenas para ele e,...

Partida e Chegada

"Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara... O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor... Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram... Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: ‘já se foi’. Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós... Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo. E talvez, no exato instante em que alguém diz: ‘já se foi’, haverá outras vozes, mais além, a afirmar: ‘lá vem o veleiro’. Assim é a morte. Quando o veleiro parte, l...

Arquétipo de cada um

Natanael , embora tudo na sua vida corresse normalmente - estudo, trabalho, relações, etc., sentia-se incomodado, como se faltasse alguma coisa.  O tempo passava e a sensação persistia.   Aconselhado por uma amiga, foi procurar um professor da faculdade, psicanalista, filósofo e físico. Marcou um horário com ele, e compareceu conforme agendado. O professor era um senhor que aparentava ter uns setenta anos, calmo e sério.  Natanael colocou seu problema. Ele ouviu, e começou a lhe explicar uma teoria que mudaria seu modo de encarar a si próprio, os fatos, as coisas. Professor Alberto, esse era o seu nome, começou dizendo que, antes de dar um diagnóstico, gostaria de saber mais sobre os seus ascendentes: quem eram o que faziam, qual era a imagem que todos guardavam deles, ...  Explicou que, na geração de cada ser humano, toda energética dos pais, avós e ascendência, é transmitida para aquele novo ser. Em decorrência, ele herda aspectos psicológicos, que aca...