A ordem global que manteve o fluxo de energia, as cadeias de suprimentos funcionando a pleno vapor, e os preços das commodities estáveis por três décadas está se desfazendo. Podemos ver isso nas rotas marítimas que são constantemente interrompidas. Nos preços do petróleo que disparam sempre que um estreito ou um oleoduto é ameaçado. Nas proibições de exportação de minerais críticos que se multiplicam a cada ano. Nos orçamentos de defesa que crescem exponencialmente em todos os continentes. Nos preços dos alimentos que nunca chegam a baixar. A arquitetura da globalização foi construída sobre a premissa de que os recursos críticos estariam sempre disponíveis para quem pudesse pagar o preço de mercado. Essa premissa está sendo exposta, crise após crise, como uma fantasia. A pergunta que todo gestor sério deveria estar fazendo não é ‘quando as coisas vão se estabilizar?’. Elas não vão se estabilizar. A pergunta é: ‘onde estão os recursos indispensáveis para o mundo, e quem os c...