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Mostrando postagens com o rótulo TOLERÂNCIA

Reações

O gás intestinal incomoda. Pode ser minimizado, mas é um mal necessário. Ele é produzido, principalmente, após metabolização pelo organismo de carboidratos, gorduras e proteínas, ingeridas nos alimentos, na etapa de decomposição dos resíduos orgânicos dentro do intestino. O sentimento   negativo de raiva, ódio, não é um mal necessário. Ele pode ser racionalizado e evitado. Além disso, dependendo de como encararmos a vida, pode ser transformado em um sentimento positivo de amor, paz.   Para tanto, é necessário que os fatos ofensivos, prejudiciais, que nos atinjam, sejam aceitos como algo natural, a que estamos sujeitos, que integram um todo do qual fazemos parte.  Esse todo é a energia básica que determinou a nossa geração, das demais pessoas, do universo. Além disso, é o que determina o fluxo e a inter-relação de tudo que aconteceu, acontece ou acontecerá. Se identificarmos quem nos fez o mal como sendo parte de nós mesmos,   ou como...

Teoria das janelas quebradas

Há alguns anos, a Universidade de Stanford (EUA), realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor, abandonadas na via pública. Uma no Bronx, zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local. Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta. Mas a experiência em questão não terminou aí. Quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os pesquisadores partiram um vidro do automóvel de Palo A...

Guerra

Individualmente, desde que nascemos começamos a disputar, a ter atitude para conquistar ‘nossos’ espaços: no berço, no seio da mãe, no meio familiar, na escola, entre os colegas, no emprego,...  É da nossa natureza. Enfim, desde sempre estivemos em estado de guerra com alguém, havendo ou não conflito. Repudiamos e consideramos nosso inimigo quem não reconhece os méritos que julgamos ter, quem não nos dá passagem no trânsito, aquele condômino ou síndico  que, nas reuniões de condomínio, não te escuta ou não respeita suas opiniões, o colega que te sabota  na empresa, o chefe que não reconhece efetivamente a sua importância, e por aí vai.  Entre se sentir prejudicado e ir à luta, há um espaço muito pequeno. Esse espaço, felizmente, quase nunca é ultrapassado, limitados que somos pela razão, pela consciência das consequências. Além disso, nem todos se sentem assim ao mesmo tempo - o estresse de um é anulado pela tolerância do outro, e assim vai. Pouco a pouco, c...

Bilhete Verde

Aquele dia havia sido um dia especialmente estressante;  não me sentia assim há muitos anos. Foi um dia daqueles, no qual você começa a se questionar sobre a validade de tudo o que fez, ou está fazendo. Inesperadamente, aconteceu algo meio que surpreendente. Por que o estresse?  Nesse dia, o pagamento que deveriam me ter feito, deixaram de fazer; o orçamento que pedi para um serviço, veio com um valor muito maior do que esperava; alguém que ficou de fazer algo para mim, deixou de fazer; etc.  Além disso, nessas ocasiões, parece que o universo conspira contra. As pessoas percebem que você está no seu limite, e o provocam ainda mais, talvez para ter a satisfação de assistir a sua explosão - é claro que não é isso; é apenas impressão - eles estão se comportando como sempre. Você é quem está diferente, menos tolerante, menos paciente. E o surpreendente? Bem, ao chegar em casa no fim da tarde, encontrei uma pilha de correspondência aguardando por mim - mais contas para...