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Mostrando postagens com o rótulo LEI ÁUREA

Zumbi dos Palmares – Dia da Consciência Negra

Reconhecer posições de privilégio de alguns grupos, e implementar medidas concretas de reparação, é primordial   Dia da Consciência Negra é celebrado em data da morte de Zumbi dos Palmares  Novembro é marcado como o ‘mês da consciência negra’ devido ao 20 de novembro de 1695 , dia da morte de Zumbi de Palmares. Importante destacar que a data foi escolhida graças a um grupo de jovens pessoas negras que, reunido em 1971 na cidade de Porto Alegre, pesquisou a luta dos seus antepassados e questionou a legitimidade do 13 de maio –data da assinatura da Lei Áurea– como referência de celebração do povo negro. A Lei Áurea ficou conhecida como Lei da falsa abolição, por ter libertado as pessoas escravizadas sem assegurar acesso a elas nenhum direito. Todas aquelas pessoas, naquele momento libertas, foram colocadas a margem, sem acesso à terra, educação, saúde e tampouco trabalho. Ou seja, sem acesso à vida em sociedade. Assim, 20 de novembro foi sugerida e demarcada como a da...

Inclusão Social

                                   Escravidão Dia da Consciência Negra faz referência à resistência e morte de Zumbi dos Palmares, o último dos líderes do Quilombo dos Palmares no Brasil. Os quilombos eram organizações políticas de resistência e enfrentamento à escravidão. O dos Palmares é considerado por estudos historiográficos o maior e mais duradouro (atuou por mais de 100 anos) dos quilombos. Ficava entre os Estados de Alagoas e Pernambuco. O líder do grupo, Zumbi, foi executado em 20 de novembro de 1695 , aos 40 anos, pelas forças do bandeirante português Domingos Jorge Velho. Ele teve a cabeça degolada e exposta em praça pública, em Recife. Zumbi dos Palmares, obra bronze  José Maria Ferreira dos Santos,   Praça Antônio Prado, SP-Centro Além de homenagear e reconhecer a luta de Zumbi dos Palmares, na data, movimentos negros buscam evidenciar as desigualdades e violências ...

Família Imperial, após proclamação da República

  Governo Deodoro antecipou expulsão de d. Pedro 2º com medo de reações populares pró-imperador. Banimento vigorou até 1920 Imperador D. Pedro 2º, em Lisboa, ~1876 Às 3 h do dia 17 de novembro de 1889 , um domingo, d. Pedro 2 º e a família imperial deixaram o Rio de Janeiro de forma discreta, sem muitas testemunhas. A República, proclamada em um golpe no dia 15 , havia determinado o exílio imediato dos Braganças, comunicado a eles por oficiais subalternos. Família Imperial reunida na escadaria do palácio Isabel, Petrópolis-RJ, 1889 O último imperador achou que teria tempo de acompanhar a missa dominical das 11 h na igreja do Carmo, mas o medo de reações populares antecipou o plano do governo. O isolamento da família imperial não era novo, vide a perda de apoio de setores importantes como a elite cafeicultora, a Igreja e o Exército. ‘A monarquia demorou muito para abolir a escravidão e quando o fez já era tarde demais. Essa demora —nu...

Abolição da Escravidão no Brasil

Escravos trabalham em uma plantação de café no Brasil Em 13 de maio de 1888, há 131 anos, o Senado do Império do Brasil aprovava uma das leis mais importantes da história brasileira, a Lei Áurea , que extinguiu a escravidão. Não era apenas a liberdade que estava em jogo, diz o historiador Luiz Felipe de Alencastro, um dos maiores pesquisadores da escravidão no Brasil. Outro tema na mesa era a reforma agrária. O debate sobre a repartição das terras nacionais havia sido proposto pelo abolicionista André Rebouças , engenheiro negro de grande prestígio. Sua ideia era criar um imposto sobre fazendas improdutivas, e distribuir as terras para ex-escravos. O político Joaquim Nabuco , também abolicionista, apoiou a ideia. Já fazendeiros, republicanos e mesmo abolicionistas mais moderados ficaram em polvorosa. 'A maior parte do movimento republicano fechou com os latifundiários para não mexer na propriedade rural’, diz Alencastro. Foi aí que veio a apr...