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Mostrando postagens com o rótulo PROJETO

Humano Humano

O que caracterizava determinadas pessoas daquele período, as pessoas da 'Geração E', como eram chamadas, era a sua rara sensibilidade. Tinham uma percepção tão desenvolvida que captavam os menores sinais e, dado ao seu elevado nível de inteligência, tinham a capacidade de classificar e tirar conclusões, rápida e raramente  incorretas.   Eram discretas e, aparentemente, tinham também facilidade para se localizarem entre si, e acabavam se reunindo em grupos socais, de trabalho ou de estudo. Naturalmente, tinham interesses e opiniões de modo geral coincidentes. Isto facilitava a aproximação e o desenvolvimento de uma relação mais duradoura.  Chris e Peter pertenciam a esse tipo de pessoas, e tinham interesses voltados mais para o social. Preocupavam-se com a exclusão social de algumas pessoas - por falta de estudo, doença, desemprego, ou idade,...; com os gastos púbicos excessivos, sem a prestação de serviços públicos básicos suficientes e de boa qualidade; com o ex...

Dia dos Namorados

Dias atrás, no ‘Dia dos Namorados’, estava com a Maísa, minha namorada, numa festa. Oportunamente, observamos  um casal de idosos sentados numa mesa próxima. Ela, a senhora, segurava uma das mãos dele  com firmeza, e o olhava nos olhos com a atenção que se dedica a alguém muito querido, valioso. Conversando, acabamos nos perguntando  qual seria a história que os dois teriam construído até ali?  Consideramos que é difícil dizer. Projetando isso para os demais, para todos os casais de idosos,  a dificuldade seria maior ainda.  Entretanto, concluímos que a resposta é mais simples do que possa parecer: ‘A história que eles todos construíram resultou na nossa realidade atual’. Então eu perguntei a ela: -E essa nossa realidade, você considera boa,  ideal? Maísa respondeu: - Ideal nunca será, sempre haverão etapas a serem superadas - que serão cada vez mais difíceis, quanto mais próximo se estiver de atingir o ideal. E, quanto a boa, eu diria q...

Autoajuda

Ela sempre foi muito bem sucedida pessoal, profissional e socialmente.  Tinha um ótimo emprego, era respeitada, muitos amigos etc. Conseguiu organizar sua vida de tal forma que as coisas fluíam sem grande esforço, naturalmente.  Ela era autoconfiante e imaginava que seria sempre assim. Num determinado dia, por razões estruturais na empresa onde ela trabalhava, foi despedida, apesar de tudo que havia realizado, da sua experiência e competência.  Recebeu nessa oportunidade um bom bônus suficiente para se manter durante o período de transição. Começou a procurar recolocação na sua rede de contatos, fez algumas entrevistas, mas nada se concretizava. Com o passar do tempo, tendo esgotado a lista de pessoas que provavelmente poderiam ajudá-la, começou a ficar preocupada. Mas, mesmo então, não perdia a esperança. Tudo iria dar certo no finalmente! Teve um pensamento preocupante:  talvez, o fato de não estar conseguindo, fosse por ela ser o que era, ou que acredit...