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Mostrando postagens com o rótulo GUERRA DO PARAGUAI

Anna Nery, grande símbolo da enfermagem brasileira

Sem conhecimentos técnicos, ela se forjou na Guerra do Paraguai, quando perdeu um filho e adotou seis órfãs. Morreu no dia 20 de maio, há 140 anos (1880) Anna Nery, com cenário da guerra, em pintura a óleo de Victor Meireles, 1870 Há 140 anos, o Brasil perdia Anna Justina Ferreira Nery, 65, vítima de pneumonia, no Rio de Janeiro. Nome bastante comentado em 12 de maio, quando da comemoração do Dia da Enfermagem no Brasil, Anna Nery tornou-se ícone da profissão de um jeito muito particular. Isso porque a baiana nascida em Porto de Cachoeiras, em 13 de dezembro de 1814, e mãe de três filhos (Justiniano de Castro Rebêllo, Isidoro Antônio Néri e Pedro Antônio Néri), chegou à profissão numa época, o século 19, em que o cuidado de enfermos era realizado, quando não dentro de casa, por religiosas, prostitutas redimidas e viúvas. Anna Nery, que era de família abastada, encaixava-se nesta última categoria. Tanto que, em 1844, ao perder o marido, o capitão-tenente Isidoro ...

Guerra do Paraguai terminou há 150 anos, mas feridas seguem abertas

Aniversário do conflito serve para refletir sobre tradição latino-americana de confiar em salvadores da pátria Pedro Américo - ‘A Batalha do Avaí’, uma batalha da Guerra do Paraguai (detalhe) ‘Morro com meu país!’ Proferida num 1º. de março como este domingo, há 150 anos, esta frase foi a última dita pelo marechal Francisco Solano López, 1827-1870 ,   antes do tiro que colocaria fim à sua vida, e determinaria a derrota de seu país na Guerra do Paraguai. Pode soar apenas como a triste despedida de um militar patriota que perde a vida no campo de batalha. Mas é mais do que isso. A Guerra do Paraguai, 1864-1870 , não apenas significou o desaparecimento da figura cruel de Solano López, como criou mitos e disputas ideológicas sobre o conflito. Também moldou a identidade paraguaia, causou extrema destruição à economia e à população do país, enquanto serviu a governantes autoritários para forjar uma narrativa de patriotismo que justificaria atrocidade...

Voluntários da Pátria

As lembranças da Guerra do Paraguai estão espalhadas pelas cidades brasileiras. A Guerra do Paraguai foi o maior conflito bélico que envolveu o Brasil em sua história. Foi também a maior guerra já havida na América do Sul e resultou em mais de 70 mil mortos. Entre 1864 e 1870 a jovem nação se mobilizou para a luta e em muitos momentos o patriotismo tomou conta. Os Voluntários da Pátria foram criados por D. Pedro II, em janeiro de 1865, para reforçar com voluntários o pequeno exército brasileiro, insuficiente para fazer frente a uma guerra. Em todas as províncias do império os cidadãos atenderam ao pedido do Imperador e formaram batalhões que lutaram no Paraguai. É em homenagem a eles que muitos municípios do Brasil possuem uma rua ou avenida chamada Voluntários da Pátria. Como é o caso de São Paulo que tem uma rua com esse nome no bairro de Santana. Mas esta não é a única rua da cidade de São Paulo que lembra a Guerra do Paraguai. Bem no centro fica a Rua 24 ...

Duque de Caxias

    O marechal Luis Alves de Lima e Silva, 1803-1880, o duque de Caxias era filho, neto e irmão de militares. Luis se tornou cadete com apenas 5 anos. Já era capitão aos 20 anos, e marechal-de-campo aos 40 anos. Era um chefe severo e minucioso. Caxias não relaxava um só segundo em suas funções e não tolerava relaxamento. Em 1866, ao assumir o comando do Exército na Guerra do Paraguai, instaurou normas tão rígidas que espantou a todos. Passou, por exemplo, a exigir que os comandantes fossem para a batalha na frente das tropas, em vez de ficarem protegidos na retaguarda, como era de praxe. ‘Diz-se que chamou à atenção até de dom Pedro II’, afirma o historiador Dionísio da Silva, da Universidade de São Paulo. Os dois conversavam e, ao notar uma distração do imperador, Caxias disse a ele então que aquela atitude poderia lhe custar a vida, caso estivesse em um combate. Recebeu do imperador d. Pedro II o título de duque, o maior concedido no Brasil. Vir...

Marquesa de Santos - Bem mais que amante

Marquesa de Santos, em torno dos 29 anos de idade, ostentando a faixa da Ordem Real de Santa Isabel, ~1826 Nascida na cidade de São Paulo em 27 de dezembro de 1797, Domitila de Castro do Canto e Melo, Titília para os familiares e amigos, era a sétima e penúltima filha do casal João de Castro Canto e Melo, militar açoriano, e Escolástica Bonifácia de Toledo Ribas. Por pai, descendia da nobreza lusitana; pela mãe, das primeiras famílias paulistas. Alta, pele clara e expressivos olhos escuros, Titília casou-se em São Paulo, aos 15 anos, com o alferes Felício Pinto Coelho de Mendonça, 1789-1833, de proeminente família mineira dona de lavras de ouro, e mudou-se para Vila Rica. O casamento durou de 1813 a 1819 e gerou três filhos: Francisca, Felício e João, falecido criança. O mineiro de boa família acabou se revelando, após o casamento, um homem violento. Bebia, perdia dinheiro com jogos de azar e maltratava a esposa. A família de Domitila aceitou-a de volta em São ...