Ao amanhecer a brisa entra pela janela de um cômodo da casa. Entra e se sente à vontade, como se sempre tivesse estado ali. C uriosa, passa por todos os cantos, móveis, objetos, roupas, procurando reconhecê-los, identificá-los. Deixa uma leve aragem à sua passagem e o ambiente fica como se estivesse purificado, energizado positivamente. Sai de um cômodo, entra em outro, até percorrer a casa inteira. Enquanto ela esteve ali não teve oportunidade de conhecer nenhum de seus habitantes, mas pelo que já viu, faz ideia de como sejam. Curiosa, ela volta mais tarde para conhecê-los, checar se sua intuição foi acertada. A casa era habitada por um casal e seus dois filhos: um rapaz e uma mocinha. Estavam sentados na mesa de jantar, comendo e contando as novidades do dia de cada um. A mulher estivera cuidando das lides domésticas, e não havia conversado com ninguém, e não havia acontecido ali na casa nada especial que diferenciasse aquele dia dos demais. O p...