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Mostrando postagens com o rótulo VARÍOLA

Vacina da Vida

  Aos dez anos de idade, ganhei de presente ‘Os Grandes Benfeitores da Humanidade’, livro de F. Acquarone, publicado em 1940 , ele ainda hoje circula. Nele encontrei histórias de diversos inventores ˗ Fulton, do barco a vapor; Stephenson, da locomotiva... Alguns eu já conhecia pelo álbum de figurinhas. Um dos personagens era Edward Jenner, do final do século 18 : inventor da vacina contra a varíola; foi pioneiro no estabelecimento do próprio conceito de vacinas. Lendo sua biografia, fiquei pasmo ao saber que a vacina foi, na época, alvo de descrédito, ataques e boatos falsos. Havia até quem a ridicularizasse, dizendo que os imunizados ficariam com feições de vacas (ver imagem em destaque) . Isso não lembra um palpite sobre jacarés? Criado numa casa em que vacinas eram vistas com normalidade, como defesas da saúde, eu não entendia o que teria levado pessoas a rejeitá-las com tamanha baixaria. Ingênuo, não imaginava o que estava por vir. Seria desnecessário repetir a prof...

Vacinação na época do Brasil Império

Imunizante foi trazido de Lisboa Escravos viabilizaram 1 º plano de vacinação do Brasil         Foi aplicado dentro das igrejas       Escravos enviados a Lisboa trouxeram vacina ao Brasil A varíola era uma infecção que assustava, e muito, no começo do século 19 - quem contraía a doença contagiosa tinha 30 % de chances de morrer. Um grupo de comerciantes baianos resolveu se unir para trazer ao Brasil a solução que já vinha sendo utilizada com sucesso na Europa: a vacinação. A ideia tinha sido desenvolvida por um médico britânico Edward Jenner, 1749-1823 , em 1796 . Ele descobriu que os que lidavam com gado tinham resistência à doença — isso se devia à infecção prévia deles com uma versão atenuada do vírus, justamente a que acometia os bovinos. Teve, então, a ideia de inocular esse material, extraído do pus dos que desenvolviam a forma leve da doença, em pessoas saudáveis. Estava inventada a vacina.   Dr. Jenner realizando a vacinaç...

Epidemias que moldaram o Brasil, deixando marcas profundas na sociedade

Para pesquisador, vencer a pandemia de Covid- 19 demandará equilíbrio entre segurança e liberdade Charge de Angelo Agostini retrata a febre amarela ceifando vidas no Carnaval do Rio de 1876 A partir da análise de três períodos de doenças infecciosas no país, do século 16 ao coronavírus, e das marcas profundas que legaram à sociedade, pesquisador avalia que vencer a crise atual demandará equilíbrio entre segurança e liberdade. O coronavírus deita suas raízes letais no Brasil e ilumina uma nação sob o domínio de uma nova era de epidemias. Nosso olhar ansioso se volta para o futuro, mas deveríamos também olhar para trás. Dois períodos, nos séculos 16 e 19 , também foram caracterizados por pragas desconhecidas e terríveis. Elas deixaram marcas profundas e duradouras no Brasil. Uma breve história dessas fases pode nos oferecer uma ideia melhor do tipo de mundo que vai nos saudar amanhã. O terceiro e atual período...