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Mostrando postagens com o rótulo JULGAMENTO

Imagem Refletida

Pela perspectiva do outro, normalmente somos uma pessoa muito diferente da que imaginamos ser. A proximidade não melhora isso. Certas atitudes, momentos, fatos, pensamentos, que compartilhamos com alguém, podem afetar e distorcer a nossa imagem do ponto  de vista dele.  Por exemplo, um pai ou mãe que é muito exigente com seu filho criança, pode deixar uma marca de intransigência, de perfeccionismo e até de maldade, que poderá influenciar na formação daquele ser que ele deverá se tornar, para o bem ou para o mal. Que imagem teria o filho, agora adulto, desse pai ou mãe?  Provavelmente uma muito diferente da verdadeira, que era o  resultado de suas convicções e atitudes na época, Outro exemplo.  O casal, jovem, apaixonado.  Começam uma vida em comum, cada um tendo idealizado a imagem do outro. Porém, o dia a dia vai revelando facetas que não imaginavam inicialmente. Com o passar dos anos, assumem a 'nova' realidade do seu par como verdadeira, e...

Saber

Quando deixamos de esclarecer alguma lenda, algum Conto de Fadas, para uma criança, o fazemos para preservar a sua visão de um mundo encantado e infantil, no qual sempre há um final feliz, no qual o bem prevalece sobre  o mal. Será que estamos agindo corretamente?  No fundo, no fundo, estamos preocupados com elas ou conosco mesmo? Afinal, esse mundo não é o das crianças. É o mundo de sonho dos adultos. Para pensar. Para uma criança, Deus é o Papai Noel.  Ele é poderoso, é eterno – no sentido que sempre existiu e continuará a existir - e que a sua aparência não muda, independentemente do tempo passado. Faz coisas que nem podemos imaginar e mora em algum lugar que ninguém nunca viu ou conseguiu chegar, e seus ajudantes são seres ‘encantados’, extraordinários. Se ela, criança, for ‘boazinha’:  estudar, respeitar os mais velhos, não brigar com as coleguinhas, dormir e acordar na hora certa, obedecer pais, mães e professores, etc., será premiada, ganhará presentes....

Fila do Correio

Outro dia estava na fila do correio para despachar alguma coisa, quando uma senhora idosa, bem vestida,  até então desconhecida para mim, foi atendida como cliente preferencial.  Uma mulher de cerca de 30 anos, que também estava na fila, sub nutrida e mau cuidada, ficou transtornada com o privilégio e começou a externar sua opinião, falando alto, indignada. A senhora que ouviu tudo, ao terminar, saiu normalmente, ignorando a intempestiva.  Nessas alturas, eu também estava terminando de ser atendido e, ao final, ao passar pela mau educada ainda na fila, falei para todos ouvirem, olhando nos seus olhos, no mesmo tom que ela usou: “Um pouco de respeito com os mais velhos, não faz mau a ninguém!” Ela, ignorando o que eu havia acabado de dizer e a minha postura evangélica, deu um tapa na minha cara.  Fiquei atônito, sem palavras. Foi a primeira vez que alguém me faz uma coisa dessas. Passou pela minha cabeça a opção de devolver o tapa. Mas, nessas alturas, um se...