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Mostrando postagens com o rótulo VELHICE

Nosso Mundo

  O tamanho do nosso o mundo varia de acordo com a fase - momento da vida, e casualidades, que todos passamos, estamos sujeitos. Para o ser humano, ao nascer, ao vislumbrar a primeira luz, vindo de onde veio, o mundo aparenta ter uma grandeza fantástica em relação a ele. Entretanto, aos poucos, com o passar do tempo, irá conquistando espaços, e esse impacto inicial irá sendo reduzido. Poderá até chegar um momento em que ele se julgará superior, maior do que o mundo à sua volta.  Mas, essa ilusão, fatalmente acabará sendo reduzida pela força da realidade, até a um ponto em que ele se sentirá tão pequeno e insignificante, que tomará consciência que é dispensável, que sua vida não tem mais validade futura.     Infância Durante a infância o mundo limita-se às pessoas mais próximas – pais, irmãos, tios, avós, eventuais coleguinhas -, ao seu quarto, sua casa.  Com o tempo esse mundo vai sendo ampliado – a escola, passeios no parque, viagens,... Sua infância ...

Escada da Vida

Carlos, desde que nasceu, inconscientemente começou a subir a sua escada da vida. O ato de nascer foi o primeiro degrau que ele escalou na sua ascensão. Foi indo, indo, se alimentando, observando o mundo, as pessoas ao seu redor, e foi encontrando a si mesmo em relação a tudo aquilo.   Percebeu que quando se manifestava obtinha alguma resposta. Ela podia vir ao encontro daquilo que desejava, ou muito pelo contrário. Embora sem muita consciência, foi aprendendo a se comportar para conseguir realizar, atender às suas necessidades.  Eventualmente, foi conseguindo obter respostas que não vinham ao encontro de suas necessidades, mas sim dos seus desejos.   E assim foi, crescendo, subindo a sua escada. Entrou na escolinha infantil e começou a se socializar de uma maneira mais sistemática -agora com outros da mesma idade que ele. Percebeu que tudo aquilo que havia aprendido até agora estava sendo muito útil, o ajudava nas suas conquistas. Conforme a sua es...

Esfera da Memória

Paulo, quando entrou na faixa dos 60 anos, notou que as suas lembranças recorrentes referiam-se a uns poucos fatos que, embora parecessem recentes para ele, eram muito antigos. Parecia que o tempo estava encolhendo, quanto mais os anos passavam, mais rapidamente pareciam passar. A seleção dessas memórias eram feitas automaticamente, independentemente da sua vontade.  As lembranças variavam – podiam se referir a passagens boas e ruins, importantes e menos importantes, que ele vivenciou ou presenciou. Entretanto, todas tinham uma coisa em comum: elas afetaram a sua sensibilidade, os seus sentimentos, na época e até agora. À propósito, reportou-se aos acontecimentos de 11 de Setembro de 2011.  Nessa data, num ato terrorista, aviões foram jogados sobre o Edifício do WTC, em Nova York, EUA. Foi um grande sinistro que provou inúmeras mortes e um impacto mundial, pela violência e pelo inesperado. Aquele evento  ficou...

Fila do Ser

Luisa nasceu num lar  de pessoas simples, mas de boa formação, trabalhadores - como também foram seus demais ascendentes, imigrantes.  Seus pais sempre a incentivaram a estudar: ‘O estudo é a única forma de superação para pessoas como nós’, era uma fala recorrente. Ocasionalmente, Luisa ficou doente. Foi diagnosticada como tendo apendicite. Teve que ser internada e ser submetida a uma cirurgia corretiva. Correu tudo bem, e, depois de alguns dias, teve alta do hospital e logo se recuperou. Entretanto, aqueles dias em que esteve no hospital foram decisivos para o seu futuro. Lá ela teve oportunidade de conversar bastante com o médico que a tratou, com as enfermeiras, e com os demais funcionários com os quais teve contato. Ficou fascinada com aquele ambiente de trabalho, com a proposta e dedicação profissional daquelas pessoas.  Tudo aquilo acabou por influenciá-la na escolha de sua futura profissão. Decidiu então que seria médica, e passou a dedicar todos seus esfo...

Viver Só

Quando somos jovens, não vemos a hora de sair da casa dos nossos pais, onde fomos criados. Queremos e buscamos a nossa individualidade, liberdade - faz parte do processo de crescimento. Com o tempo isso se torna possível -  estudamos, nos formamos, arrumamos emprego, temos o nosso dinheiro e, muito provavelmente, nos casamos. Então, passamos a ter o nosso espaço e, em princípio, não temos que dar satisfações a ninguém sobre a nossa vida – exceto para o nosso parceiro. Entretanto, ocasional e não pouco frequentemente, o casal se se separa  (2,5 ocorrências para cada mil habitantes, Brasil  2012) . Essa separação pode também independer de escolha, ser compulsória, no caso de um uma das partes renunciar a relação, ou  vir a falecer.  De qualquer forma, alguém poderá ser levado a viver sozinho. Então, tudo fica diferente. Chega em casa e não encontra roupa lavada/passada, a comida não está pronta, não há  ninguém aguardando, ninguém para comentar sobre...

Meus velhos

Ultimamente, de forma recorrente e cada vez mais frequente, tenho me lembrado dos meus velhos – aqueles parentes próximos, tão marcantes na minha vida, mas que já se  foram. Sinto a presença deles agora mais forte do  que antes.  Isto é reconfortante nesta minha atual fase de  ‘baixa’,  de pouca esperança, poucas alegrias.   Obrigado, queridos. É bom  sentir que vocês estão por perto, certamente  solidários nesta hora. Então, fico imaginando o que vocês me aconselhariam fazer para me superar, ganhar aquele impulso salvador que liberta. Entretanto, não recebo nenhum sinal, nenhuma resposta  satisfatória. Não posso dizer: “É mesmo!  Esse é o  caminho!”. Diante disso, peço a vocês perguntarem às  “autoridades” aí de cima, qual seria a resposta.  Tenho certeza de que a minha superação será  o melhor, não só para mim, mas também para  todos os nossos que ainda estão por aqui. Refletindo, percebi uma falha...