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Mostrando postagens com o rótulo PALHAÇO

Há Vida além do Circo

O palhaço se sentiu prestigiado, engrandecido, forte, com os aplausos da plateia que ria de suas caretas, de seu linguajar chulo, de suas frases sem sentido, de suas bravatas. O público acreditou que, de tão absurdas as falas do bufão, tratavam-se de brincadeiras, de piadas de mau gosto, de pura encenação cômica. Mas o palhaço não estava para brincadeiras, falava sério, seu discurso significava exatamente o que ele queria dizer, não era zombaria, não era mofa, não era pilhéria, e a empolgação da audiência o autorizava a crer que ela concordava com suas palavras. O palhaço distribuía piadas e pão e as pessoas pareciam se sentir saciadas, parecia que isso lhes bastava. O truão se sentiu grande, achou que era o dono do circo, que possuía a consciência da plateia, que a tinha como refém. Então, resolveu apoderar-se do circo, transformá-lo em um picadeiro no qual seria o único astro, de onde ouviria eternamente os aplausos do público a seus atos insensatos, a su...

Arte da Graça

Waldemar Seyssel, mais conhecido como Arrelia, 1905-2005, ator, humorista e palhaço brasileiro. Lembro-me que, há alguns anos atrás, um senhor de idade, vestindo terno e gravata, entrou no salão do restaurante do Clube Paineiras do Morumby. Foi num desses almoços de fim de semana. As pessoas o viram e começaram a reconhecer: " - É o palhaço Arrelia! "   Ninguém havia anunciado, ninguém o esperava Quem estava ali, independentemente da idade, espontaneamente se levantou, abriu espaço para sua passagem, e começou a aplaudi-lo. Ele, humildemente, sorrindo agradecendo, continuou seguindo, buscando seu lugar. Foi emocionante. Tanto por nos ter sido proporcionada uma volta ao passado, como pela oportunidade de prestarmos uma homenagem àquele que foi um dos nosso ídolos da infância, Isso que aconteceu demonstrou claramente - o povo não esquece aqueles que fizeram parte da sua vida, acrescentado, trazendo felicidade.. (JA, Jun14)