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Mostrando postagens com o rótulo BARCO

Frutos da Terra

A família Carlton, um casal e seus três filhos, viviam numa comunidade litorânea fornecedora de bens agrícolas e pecuários. John e a esposa Anne viviam muito bem, até há pouco tempo.  Entretanto, o pai de John, um grande produtor rural, havia falecido recentemente, deixando muitas dívidas. Para amortizá-las tiveram que ceder a propriedade que haviam herdado.  A comunidade era ponto de compra para os comerciantes das ilhas vizinhas que, não podendo comprar localmente, se dispunham a vir comprar ali, independentemente do alto custo e da demora, devido a necessidade do transporte marítimo. John teve uma ideia: “- Por que não utilizar a experiência que ganhou trabalhando com seu pai e produzir esses bens num local mais próximo dos compradores, aumentando assim a sua margem de lucro, mesmo vendendo a um preço menor aos comerciantes?” Tinha sentido. Por que não? Então, decidiu a organizar a sua partida. Começou coletando mudas ou sementes de todas as plantas com as quai...

Bons Ventos

Ao amanhecer a brisa entra pela janela de um cômodo da casa. Entra e se sente à vontade, como se sempre tivesse estado ali. C uriosa, passa por todos os cantos, móveis, objetos, roupas, procurando reconhecê-los, identificá-los.  Deixa uma leve aragem à sua passagem e o ambiente fica como se estivesse purificado, energizado positivamente.   Sai de um cômodo, entra em outro, até percorrer a casa inteira. Enquanto ela esteve ali não teve oportunidade de conhecer nenhum de seus habitantes, mas pelo que já viu, faz ideia de como sejam. Curiosa, ela volta mais tarde para conhecê-los, checar se sua intuição foi acertada.  A casa era habitada por um casal e seus dois filhos: um rapaz e uma mocinha. Estavam sentados na mesa de jantar, comendo e contando as novidades do dia de cada um.  A mulher estivera cuidando das lides domésticas, e não havia conversado com ninguém, e não havia acontecido ali na casa nada especial que diferenciasse aquele dia dos demais. O p...

Sonhos possíveis?

Da amurada, trabalho feito, fico vendo o mar deixar a embarcação passar, e me ocorrem as possibilidades que se apresentaram na minha vida, e que também deixei passar, não aproveitei. Não aproveitei porque não pude!  Não pode? Não mesmo?  Talvez pudesse. A verdade é que  algumas  eu nem tentei, ou, se tentei, não tentei direito. Creio que por isso não me saem da cabeça.  Aquela mulher!   Como teria sido bom estar com ela? Ela era perfeita: aquele sorriso, o carinho com que me tratava; era linda...  Mas não, não poderia.  Imagine as implicações  de um assédio mal correspondido, ou a repercussão nas nossas vidas se o ‘nosso caso’ viesse a público. O que diriam meus filhos, meus amigos?  Minha mulher...  Sim minha vida, estruturada com tanto sacrifício,  seria despedaçada. Nem pensar... Aquele barco que gostei tanto!  Era perfeito, impecável: sólido,  estiloso, amplo, seguro, grande autonomia, bem equipado.....

Velejando com a Vida

A vida de cada um manifesta uma realidade bem definida, mas essa realidade às vezes não é claramente percebida por todos. Isto é grave. É a percepção correta que permite (re)agir de acordo, evitando situações difíceis, que poderão se tornar compulsórias, com efeitos desastrosos, se não forem   contornadas à tempo. As situações do dia a dia de nossa vida tem muito a ver com o ato de navegar, de velejar. Essa relação ajuda a compreender as situações que nos afetam, e a adotar os procedimentos necessários para correção. A compreensão e as decisões de manobra decorrentes são  importantes para manter nosso barco operante, e no rumo previsto, para alcançar nosso destino, nosso porto. Assim como o piloto do barco eventualmente dá uma olhada na bússola para ver se está no rumo certo, se os equipamentos se estão ok, qual é a previsão do tempo, também é conveniente se fazer uma reflexão sobre como as ações externas estão nos afetando, sobre como estamos nos comportando no mar d...