Trabalhava há pouco tempo em uma multinacional de origem alemã e, para crescer na organização, precisava aperfeiçoar meu alemão. Pela indicação de amigos comuns, entrei em contato com uma senhora nascida na Alemanha, de origem judia, muito culta, conhecida como Frau Liselotte. Conversamos, e ela se dispôs a vir dar as aulas que eu necessitava, na minha casa. Eu a conhecia de vista. Ela era uma figura singular: solteira, morena, alta, com cerca de 55 anos, nem feia nem bonita, magérrima, usava sempre os mesmos saia-casaquinho e penteado - estilo anos 50. Tinha o nariz adunco, e as pernas mais finas que já tive oportunidade de ver (de imaginar). Além das pernas serem finas, chamavam atenção também porque eram envolvidas com uma faixa de pano, de cima abaixo; essa faixa tinha cerca de uns dez centímetros de largura, e aparentava o que devia ser: uma bandagem. Ninguém nunca se atreveu a perguntar porque ela a usava, nem eu. Entretanto, o que era m...