Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo LEMBRANÇA

Anjo da Guarda

'Schutzengel' (Anjo da Guarda), de Bernhard Plockhorst         “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, que a  providência divina a ti me confiou. Agradeço por olhar, cuidar de mim, iluminar meu caminho, meus passos, minhas decisões. Proteger-me dos meus inimigos, acidentalidades, adversidades, doenças, vícios, traições, maldições, prejuízos, vinganças, violência, depressão, enfim tudo o que possa me prejudicar, fragilizar.  Amém.”   Dentro do principio de que boas lembranças devem ser preservadas, compartilho    a oração acima.  A oração reescrevi baseado num quadrinho que, quando eu ainda era criança, minha mãe colocou e sempre manteve, na cabeceira da minha cama. A figura era a de um anjo protegendo duas crianças que brincavam. Podia ser   iluminado, permanecendo visível à   noite, como sempre ocorreu. O quadro, aonde está, não sei. Mas,   a sua lembrança...

Reflexões

Outro dia, ao rever minha anotações, em ‘Ciência e Tecnologia’, encontrei duas notas (1) que foram escritas por um amigo, físico e pesquisador brasileiro, com especializações nos EUA, Inglaterra e Espanha, falecido há cerca de dois anos. Suas colocações me fizeram lembrar muito bem de quem ele era, o que e como pensava, reagia.  Grande figura. Então, fui levado a pensar que as pessoas ficam registradas e presentes em nossa mente, mesmo que estejam distantes, não só pela aparência física, mas, principalmente, por como elas se comportam, pensam, acreditam, projetam, realizam, Consciente ou inconscientemente, todos compartilhamos nossos conhecimentos, experiência, intuição, interesses, com nossos contemporâneos, pessoas com quem convivemos. E, se se nos dermos ao trabalho de registrar nosso pensamento, nossa energia, podemos influenciá-los até muito tempo depois do momento do registro - não só a eles, mas, eventualmente, até mesmo gerações posteriores. Embora isso seja mei...

Por que?

Olhando para trás, para quando ainda era uma criança, percebeu que a lembrança mais marcante é de que era uma menina com muitas dúvidas. Vivia perguntando: ‘Por que?’ As perguntas,  próprias  de todas as crianças, eram muitas. Entretanto, poucos se davam ao trabalho, ou conseguiam responder. “ Por que o mundo gira em torno dele e do sol?  Por que a vida é justa com poucos e tão injusta com muitos? Por que o céu é azul?  Quem foi que inventou o Português?  Como foi que os homens e as mulheres chegaram a descobrir as letras e as sílabas? Como a explosão do Big Bang foi originada?  Será que existe inferno?  Como pode ter alguém que não goste de planta?  Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Um cego sabe o que é uma cor?  Se na Arca de Noé havia muitos animais selvagens, por que um não comeu o outro?  Para onde vou depois de morrer?  Por que eu adoro música e instrumentos musicais se ninguém na minha família toca nada?  P...

Lembranças Esquecidas

Quem não se lembra da sua primeira bicicleta?   A primeira bicicleta dele foi ganha aos 10 anos. Era uma bicicleta aro 28, azul, em estado novo, que não estava sendo usada pelo seu antigo  proprietário. Estava encostada. Ele ficou super feliz com o presente dado por seu pai. Limpou e brilhou tanto essa bicicleta que ela deve ter ficado melhor do que quando nova.   Utilizou-a por muitos anos; ela foi uma parte importante da sua vida naquele período. Depois, foi estudar fora, e a bicicleta ficou para seu primo mais novo. Esse primo também a usou bastante, até que um dia sofreu um acidente, e lhe tiraram a bicicleta.  Hoje, essa lembrança lhe ocorreu e ele se perguntou: onde estará aquela bicicleta? Fácil! Ela está na sua memória, exatamente como ela era, independentemente do seu estado atual. Cada vida tem a sua história. Essa história, além dos fatos registrados, tais como nascimento, formatura, casamento, empregos, etc., é composta também por f...

Os garotos daquela época

Ele tinha uns 10 anos de idade. Não tinha irmãos da sua idade, mas, em compensação, tinha muitos amigos.  Era um menino inteligente e de grande imaginação. No quintal de sua casa, por exemplo, montou uma barraca utilizando sarrafos de madeira descartados e cobertura de papelão, e fazia de conta que ali era o seu quartel general. Tinha uma tia que era costureira. Ela lhe dava carreteis de linha velha ou que não tivesse mais utilidade. Quase todos os dias pela manhã,  utilizava essa linha para empinar as pipas que fazia. Logo em  seguida devia almoçar para ir para a escola. Aguardava até o último minuto, até a mãe o chamar, gritando, dizendo que estava na hora.  Nessas alturas, havia soltado quase toda a linha  da pipa; à distância ela ficava tão pequena no espaço que quase não era visível. Então, para ganhar tempo, ao invés de recolher a pipa, cortava a linha, almoçava rapidamente, e saia. No caminho para a escola, ficava procurando a pipa que deveria te...