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Mostrando postagens com o rótulo ÂNCORA

Paulo Carvalho

Paulo Carvalho foi meu colega no Colégio Anchieta em Nova Friburgo, no Ensino Secundário. Era uma Escola Apostólica administrada por padres Jesuítas que tinha como objetivo principal preparar jovens para serem futuros seminaristas da ordem.  Daquela época, lembro-me que, embora fosse um pouco mais novo que eu, Paulo era um garoto alegre, comunicativo sempre de bem com a vida e com todos. Nem eu nem ele seguimos a carreira sacerdotal, sendo que cada um tomou um rumo de vida diferente.  Fui reencontrá-lo, anos mais tarde, nos encontros dos ex-colegas do colégio, que eram promovidos anualmente em Passa Quatro-MG. Encontramo-nos lá duas sou três vezes, e ele, apesar do tempo passado, continuava como sempre – alegre, comunicativo, agregador. A partir de 2014, quando soube do seu falecimento, fiquei tão chateado que foi a última vez que fui a esses encontros. Na verdade fiquei indignado – justo ele, o mais jovem da turma?!  Por conta de tudo isso, hoje, no dia d...

Âncoras – gatilhos que controlam um estado emocional

“As âncoras servem para que nossas emoções não fiquem à deriva. Utilizamos âncoras conscientes e inconscientes a todo momento. Para que você possa entender melhor, vamos fazer uma analogia com um barco. Esse tipo de transporte navega livremente em mar aberto e se desloca pela água. Vai em direção ao seu destino. Se em algum momento, sua âncora é lançada ao mar, isso reduz sua velocidade. Em nós, essa ferramenta dispara um comportamento ou uma sensação. Sob o ponto de vista científico, uma âncora é uma relação estimulo- resposta (Pavlov) ou uma relação causa e efeito. Vamos explicar a origem das âncoras com base na psicologia comportamental: O condicionamento clássico (ou condicionamento pavloviano ou condicionamento respondente) é um processo que descreve a génese e a modificação de alguns comportamentos com base nos efeitos do binómio estímulo-resposta sobre o sistema nervoso central dos seres vivos. O termo condicionamento clássico encontra-se historicamente vinculado à ‘p...

Frutos da Terra

A família Carlton, um casal e seus três filhos, viviam numa comunidade litorânea fornecedora de bens agrícolas e pecuários. John e a esposa Anne viviam muito bem, até há pouco tempo.  Entretanto, o pai de John, um grande produtor rural, havia falecido recentemente, deixando muitas dívidas. Para amortizá-las tiveram que ceder a propriedade que haviam herdado.  A comunidade era ponto de compra para os comerciantes das ilhas vizinhas que, não podendo comprar localmente, se dispunham a vir comprar ali, independentemente do alto custo e da demora, devido a necessidade do transporte marítimo. John teve uma ideia: “- Por que não utilizar a experiência que ganhou trabalhando com seu pai e produzir esses bens num local mais próximo dos compradores, aumentando assim a sua margem de lucro, mesmo vendendo a um preço menor aos comerciantes?” Tinha sentido. Por que não? Então, decidiu a organizar a sua partida. Começou coletando mudas ou sementes de todas as plantas com as quai...