O ‘R’ caipira do interior de São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina deve-se ao fato de que os indígenas que aqui moravam não conseguiam falar o ‘R’ dos portugueses, não havia o som da letra ‘R’ em muitos dos mais de 1200 idiomas que se falavam aqui. Então na tentativa de se pronunciar o ‘R’, acabou-se criando essa jabuticaba brasileira, que não existe em Portugal. A isso também se deve o fato de muitas pessoas até hoje em dia trocarem ‘L’ por ‘R’, como em farta (falta), frecha (flecha) e firme (filme). Com a chegada de mais de 1,5 milhão de italianos à capital de São Paulo o sotaque do paulistano incorporou o ‘R vibrante’ atrás dos dentes, ficando porta como ‘porita’, e em alguns casos até incorporando mais ‘Rs’ do que existem: carro como ‘caRRRo’, se quem falar for de Mooca, Brás e Bexiga, bairros paulistanos com bastante influência italiana. O ‘R’ falado no Rio de Janeiro deve-se ao fato de que quando a corte portuguesa pisou aqui, a moda era...