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Mostrando postagens com o rótulo EMPREGO

Trabalho é uma forma de Amor

‘...Tenho 53 anos e estou desempregado. Fiz muitas coisas erradas na minha vida... acho que eu fiz tudo errado...’ Assim começou o feedback que eu recebi ontem e que me deu uma garra animal pra continuar a minha jornada para mudar o mundo do Trabalho! (já já eu conto como terminou... segura a curiosidade aí!) Eu já vi algumas torcidas de nariz, quando digo Trabalho é uma forma de Amor. Normalmente, o problema é que as pessoas confundem (MUITO!) Trabalho com Emprego. TRABALHO é a sua relação produtiva com o mundo! É a forma como você enxerga sua criatividade, sua capacidade individual, sua força, sua intenção, sua ação, sua produção como forma de SER. É como a gente se mostra por meio das ações! (Portanto, tem que produzir!!) Trabalho é um esforço intencional para criar algo, transformar, oferecer um serviço, criar valor! É uma ação com um enorme potencial de impacto sobre as pessoas, mas também sobre você (que executa a ação!). E é aqui que, normalmente, a gente não enxe...

Sentimentos

Augusto sempre se interessou por arte. Começou ainda na adolescência a frequentar cursos de desenho e de pintura.  Jovem ainda, já era um pintor conhecido no meio artístico da sua cidade e, mais tarde, em torno dos seus 60 anos, do seu país, do mercado internacional. O tema de seus quadros variava. Era como um escritor que, de repente toma contato com algum fato ou fala, e percebe que aquilo daria um bom tema, começa escrever e a obra vai tomando corpo sozinha, como se já não dependesse mais dele. Mas, ultimamente, parecia que havia esgotado todos os temas - estava sem ideia do que pintar. Refletindo, ocorreu que nas suas seis décadas de existência,  tivera oportunidade de passar por momentos significativos, que ficaram marcados para sempre na sua memória e que, só por isso, mereciam ser imortalizados numa obra de arte. Começou a listar esses momentos e percebeu que não foram tantos assim. O que mais lhe marcou foram algumas pessoas e alguns lugares que, por isso ou...

Superação

Gilberto era um senhor com cerca de 40 anos. Era casado, com dois filhos em idade escolar. Tinha uma bela casa e dois carros seminovos. Até há dois anos atrás tinha um bom emprego, e um salário bem superior à média. Devido à reestruturação ocorrida na sua empresa, de repente, se viu desempregado. A única coisa de bom no que aconteceu é que fez um acordo muito satisfatório, considerando as circunstâncias de mercado, etc. e com o dinheiro recebido estava garantindo a sua subsistência e da sua família, até agora. No início, estava confiante que iria arrumar uma recolocação num curto prazo de tempo. Afinal, era um executivo experiente, bem formado, com ótimos contatos. Não havia como duvidar que tudo daria certo. Fez uma lista de todos os seus contatos. Falou com cada um contando sua história recente, a sua necessidade, e se colocando à disposição. Todos foram muito simpáticos e ficaram de ver o que conseguiam. O tempo foi passando, e nada de definitivo, que fosse a solução, a...

Tristeza

T . morava no mesmo prédio que eu,  com a filha de uns 5 anos e a mulher. O prédio ficava  numa cidade do litoral Sul de São Paulo, São Vicente.  T. tinha entre 40 e 50 anos, sempre bem vestido,  elegante como um executivo bem sucedido, e a mulher, muito bonita, aparentava ser bem mais nova do que ele. Eu, na época, tinha cerca de 15 anos, e o via entrar ou sair do prédio, indo ou voltando do trabalho, quase todos os dias. Aparentemente não tinha carro – aliás, naqueles dias, não era  comum alguém ter um.  Até aí nada de mais. Entretanto, o que eu enxergava nele era tristeza; nunca vi ninguém passar esse sentimento com tanta intensidade durante toda a minha vida. Era tão forte que chegava até a incomodar. Estava no seu jeito de andar, de falar e, especialmente, no seu olhar.  Até hoje, passadas cinco décadas, ainda me lembro perfeitamente daquele  olhar. E, ocasionalmente, ainda me pergunto:  ‘Por que ele era tão triste?’   Pr...

Sorrindo para a Vida

M. vivia jogado pelas ruas da cidade. Sujo, maltrapilho, sem saber de onde viria a próxima refeição. Dormia em qualquer lugar, quando  e como podia.  Era um solitário. Primeiro por não ter o que falar com os seus iguais, pois  não se se sentia parte deles. E, em segundo, por uma questão de segurança – não confiava em ninguém igual a ele. O estar ali foi uma contingência acidental. Antes disso era um profissional liberal, empresário, casado, com filhos. Tinha então várias propriedades, conquistadas ao longo de anos e anos de trabalho. De repente, sua vida começou a desmoronar. Tudo começou quando, por conta de uma mudança inesperada de mercado, parou de vender seus produtos, e teve que encerrar o negócio, sua maior fonte de renda.  A concorrência surgiu com produtos produzidos através de  uma nova tecnologia, mais baratos e eficazes do que aqueles que ele comercializava, então... Não sabe até hoje se  a causa foi uma falha estratégica – por não ter ...

Autoajuda

Ela sempre foi muito bem sucedida pessoal, profissional e socialmente.  Tinha um ótimo emprego, era respeitada, muitos amigos etc. Conseguiu organizar sua vida de tal forma que as coisas fluíam sem grande esforço, naturalmente.  Ela era autoconfiante e imaginava que seria sempre assim. Num determinado dia, por razões estruturais na empresa onde ela trabalhava, foi despedida, apesar de tudo que havia realizado, da sua experiência e competência.  Recebeu nessa oportunidade um bom bônus suficiente para se manter durante o período de transição. Começou a procurar recolocação na sua rede de contatos, fez algumas entrevistas, mas nada se concretizava. Com o passar do tempo, tendo esgotado a lista de pessoas que provavelmente poderiam ajudá-la, começou a ficar preocupada. Mas, mesmo então, não perdia a esperança. Tudo iria dar certo no finalmente! Teve um pensamento preocupante:  talvez, o fato de não estar conseguindo, fosse por ela ser o que era, ou que acredit...

Sonhos possíveis?

Da amurada, trabalho feito, fico vendo o mar deixar a embarcação passar, e me ocorrem as possibilidades que se apresentaram na minha vida, e que também deixei passar, não aproveitei. Não aproveitei porque não pude!  Não pode? Não mesmo?  Talvez pudesse. A verdade é que  algumas  eu nem tentei, ou, se tentei, não tentei direito. Creio que por isso não me saem da cabeça.  Aquela mulher!   Como teria sido bom estar com ela? Ela era perfeita: aquele sorriso, o carinho com que me tratava; era linda...  Mas não, não poderia.  Imagine as implicações  de um assédio mal correspondido, ou a repercussão nas nossas vidas se o ‘nosso caso’ viesse a público. O que diriam meus filhos, meus amigos?  Minha mulher...  Sim minha vida, estruturada com tanto sacrifício,  seria despedaçada. Nem pensar... Aquele barco que gostei tanto!  Era perfeito, impecável: sólido,  estiloso, amplo, seguro, grande autonomia, bem equipado.....