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Mostrando postagens com o rótulo APEGO

Quando os Filhos Voam

“Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças, e abandonem a proteção do ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora. Sei que é inevitável que eles voem em todas as direções como andorinhas adoidadas. Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos, e eu fique como o ninho abandonado no alto da palmeira… Mas, o que eu queria, mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo… Existem muitos jeitos de voar. Até mesmo o voo dos filhos ocorre por etapas. O desmame, os primeiros passos, o primeiro dia na escola, a primeira dormida fora de casa, a primeira viagem… Desde o nascimento de nossos filhos temos a oportunidade de aprender sobre esse estranho movimento de ir e vir, segurar e soltar, acolher e libertar. Nem sempre percebemos que esses momentos tão singelos são pequenos ensinamentos sobre o exercício da liberdade. Mas chega um momento em que a realidade bate à porta e escancara novas verdades difíceis de encarar. É o grito da indepen...

Ser Melhor

Todos os sábados e domingos, quando estava em casa, nas primeiras horas da manhã, olhava  para o prédio vizinho ao meu e lá estava ele. Um senhor idoso, lendo seu jornal na varanda envidraçada do seu apartamento. Como esse era o horário em que eu saia para o meu fitness semanal, sempre o observava. Nesses dias, contava com a sua presença lá.  Num determinado fim de semana, ele não apareceu. Ele devia ter ido viajar ou cumprir algum outro compromisso, pensei.  Entretanto, de lá para cá ele não apareceu mais.  Será que viajou? Ficou doente? Morreu?  Ele nunca mais apareceu;  acabei por não saber o que houve. Embora eu nunca tivesse tido oportunidade de conhecê-lo, até hoje sinto a sua falta. Refletindo sobre cheguei à conclusão que nos apegamos a muitas coisas; coisas que, em princípio, não teriam nada a ver com a nossa vida, com o nossos interesses, expectativas. Entretanto, isso ocorre. Por que?  Ocorre porque todos os nossos...

Mudanças

o   “Quem disse que eu me mudei? o o    “Quem disse que eu me mudei? o           Não importa que a tenham demolido: o            a gente continua morando na velha casa em que nasceu”.  (Mario Quintana) As mudanças podem ser negativas ou positivas, podem acarretar perdas e ganhos, podem trazer sentimentos dolorosos - tristeza, medo, revolta, raiva e culpa -, ou prazerosos - alegria, felicidade, completitude. As causas mais comuns das negativas, das perdas, são: doenças, morte de entes queridos, mudança de cidade, de emprego, de condição social, de separações ou da não realização de um sonho ou ideal.  A princípio parecem um mal irreparável, e muitas vezes somos levados a ficar revoltados, ou com a sensação de que fomos privados de algo que nos pertencia, a que tínhamos direito. Negar a dor é inútil porque os sentimentos ficam no nosso inconscientemente por um certo tempo, e depois acab...