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Os Três Poderes

Praça dos Três Poderes, Brasília A teoria da separação dos poderes desenvolvida por Charles de Montesquieu, apresentada na sua obra o ‘O Espírito das Leis’, publicada em 1748,   criou a ideia de um estado com três poderes: o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Eles devem atuar de forma separada, independente e harmônica, mantendo, no entanto, as características do poder uno, indivisível e indelegável. O objetivo dessa separação é evitar que o poder se concentre nas mãos de uma única pessoa, para que não haja abuso, como historicamente ocorre nos estados absolutistas.  N os últimos tempos, temos assistido aqui no Brasil a uma confusão entre esses poderes, por ações e mal feitos, provocados por ou entre eles.   Esses fatos alimentam uma crise interminável que flagela nosso povo, e o torna cada vez mais decepcionado e sem esperanças. Lembrando a célebre frase do senador romano Marco Tulio Cícero nas Catilinárias:  ‘Até quando, Catilina, abusarás d...

Impeachment de Fernando Collor

“Para Sallum,  autor do livro ‘O Impeachment de Fernando Collor − sociologia de uma crise’, de(2015 o ‘impeachment’ de Collor se insere num processo de redefinição das relações entre Executivo e Legislativo.  Assim como outros governantes − mas em grau exacerbado −, tinha Collor uma concepção algo imperial da Presidência. Era como se a eleição desse ao Executivo uma legitimidade maior que os demais poderes, e o Presidente tivesse delegação popular para conduzir o Estado a seu modo. Estaria dispensado de prestar contas dos seus atos aos demais poderes estatais. Era uma ideia plebiscitária da democracia − o essencial seria a escolha do líder pela maioria dos cidadãos. Nesse sentido, invocava seus 35 milhões de votos no segundo turno como uma autorização para agir autocraticamente. Nisso, porém, contrariava o espírito da Constituição de 1988 que reforçara o papel do Legislativo, Judiciário e Ministério Público. O descompasso desembocaria no ‘impeachment’: ficaria claro q...

Tão longe, mas tão perto...

Eles trabalhavam na mesma empresa. Ela, Luisa,  era uma jovem, secretária-executiva, muito bonita e eficiente. Ele, Peter,  um executivo de meia-idade, bem sucedido, vindo da matriz, do exterior. Ela o achava interessante, mas não tinha nem como se aproximar dele, tamanha a distância que os separavam: nível hierárquico, cultura, relações...  Eventualmente, a empresa proporcionou um curso de especialização para os funcionários no qual, por coincidência, tanto ela como ele eram participantes. Então, tiveram oportunidade de se conhecerem melhor, de se relacionarem socialmente. Ela, embora se sentisse atraída, manteve posição, não abrindo espaço para uma maior aproximação. Ele entretanto, sentindo-se atraído também, a procurou e criou oportunidades para se conhecerem melhor, para se relacionarem fora do ambiente de trabalho. Ela, sentindo-se lisonjeada, aceitou. Peter era alguém que chamava atenção pela sua boa aparência, modo correto de se vestir, posição, simpatia...