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Alienação Induzida

Num determinado momento vou deixar de existir! 
É um pensamento estranho. Entretanto, a finitude iminente, é uma das poucas coisas que podemos ter certeza. 
A nossa razão, inteligentemente,  cria um bloqueio, dificultando encararmos essa realidade no dia a dia, evitando assim prejudicar nosso desempenho, ficarmos deprimidos e, eventualmente, perdermos o nosso norte. A verdade é que evitamos trazer para o consciente a pergunta abaixo, e sua provável resposta:
“Para que tanto esforço se, no finalmente, vou morrer mesmo ...?”

Se todos encarássemos esse fato de frente, de uma maneira bem objetiva, se o confrontássemos com todas as decisões, atos e pensamentos, como seria a vida em sociedade, como seria nosso desempenho, qual seria o resultado ?
Imagino que o que conseguimos conquistar até agora, o nível  evolução social alcançado, deve-se a essa alienação esperta.Tudo isso vem confirmar a validade da tese, a que chamo de 'Alienação Induzida'. Essa tese estabelece que :  
"Ao nos deparamos com alguma situação muito inconveniente, incômoda, que nos torna infelizes, angustiados, culpados, ou desesperados, mas que nos é compulsória, devemos nos empenhar para superá-la até  esgotarmos todas as possibilidades de solução.  Se, chegarmos a conclusão de  que, no momento, não resta mais nada a fazer,  o mais saudável é ignorá-la, evitando-se assim um estresse improdutivo, desnecessário.” 
Na sequência, deliberadamente, voltar nosso esforço para a realização de ações produtivas que estejam ao nosso alcance, ou que nos despertem  interesse, que nos deem prazer, evitando assim permanecermos envolvidos na  questão sem solução, num processo vicioso e desgastante. 
O objetivo nesse caso, é nos mantermos energizados, ganhando tempo, até surgir uma oportunidade para enfrentá-lo de uma forma eficaz, ou então, até que as circunstâncias se alterem, resultando na sua minimização ou eliminação natural.  

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