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Superação


Ele nasceu em uma família simples, de classe média.  Seus pais eram filhos de imigrantes que vieram para o Brasil, para o interior de São Paulo, para trabalhar na lavoura. Eles, da segunda geração,  quando moços, vieram para a capital, onde havia maiores oportunidades. Aprenderam uma profissão e começaram a trabalhar. Conheceram-se e se casaram. Viviam numa casa alugada, como quase todos naquela época, e ganhavam o suficiente para o seu sustento. As diversões consistiam em visitar parentes e, eventualmente, ir ao cinema no final de semana. 
Naqueles dias ainda se trabalhava aos sábados, até às 14h. E, então, começava o esperado final de semana. O programa recorrente aos domingos, após ir à missa, era ir à feira. Lá era  eram comprados: peixes,  frutas, legumes e folhas, para abastecer a casa para a próxima semana.  E todos viviam felizes nesse universo.
Ele, embora nunca tenha entendido como foi possível, sempre estudou em bons colégios, normalmente particulares. Certa vez, sua mãe, muito religiosa, conseguiu com os padres seus conhecidos, uma bolsa de estudos para ele num grande colégio interno, distante.  
Ele foi para esse colégio onde fez e concluiu o que hoje é chamado Ensino Fundamental ¹. Lá adquiriu conhecimentos que foram além do previsto para o seu nível escolar – as aulas ocorriam espaçadas durante todo o dia, precedidas de um ‘Estudo’, onde o aluno se preparava; os professores eram especiais, bem selecionados e preparados,  e o cursos programados para passar o conhecimento da melhor maneira possível. Além da formação curricular normal,  recebeu  também orientação religiosa, moral e cívica. Teve oportunidade de praticar, durante vários anos, esportes competitivos, atingindo um nível de desempenho acima da média. Isto tudo ajudou a definir positivamente o seu comportamento futuro, a nível individual e coletivo.

Além disso, lá cada aluno tinha uma tarefa extra curricular  que lhe era designada por um determinado período, a qual tinha que desempenhar a contento: Organização de Esportes, Bedel, Garçom, Leitor, Jardineiro, ... Essas experiências se revelaram muito úteis. Devido ao fato de ter assumido responsabilidades desde cedo, e de ser obrigado a apresentar resultados, teve facilidade para dar continuidade à sua vida escolar, no relacionamento pessoal e profissional, e, mais tarde, no desempenho de atribuições  corporativas.
Terminado o Ensino Fundamental¹,  voltou para casa dos pais, onde fez e concluiu o Ensino Fundamental ². Em seguida,  fez o chamado ‘Cursinho” – curso preparatório para o aluno concorrer a uma vaga no Ensino Suprior -,  arrumou um emprego, entrou e concluiu a faculdade. 
Esse foi o início de uma vida, durante a qual ele teve vários empregos, fez vários cursos de especialização, comprou e vendeu imóveis, veículos, casou-se, criou e formou seus  filhos, cuidou dos seus velhinhos.
Refletindo sobre  a própria história,  ele, que embora tenha sido preparado, tenha se dedicado para desempenhar o melhor possível os papeis que assumiu, concluiu que as suas conquistas, como um todo, era tão improvável que, certamente, deveria ter havido algo de mágico nisso tudo.
Muitas vezes, como quando morava numa  grande casa, num lugar paradisíaco, onde o espaço externo aparentava ser ilimitado, onde tinha contato direto com a natureza,  onde dispunha de todos os recursos próprios de um clube – piscina, quadras de tênis, e de  vários carros na garagem - sendo que um, o  mais caro, era de uma marca famosa, para uso eventual... , olhava tudo aquilo e se questionava:
 ‘Como, vindo de onde vim, consegui chegar aqui?’
Essa pergunta tem várias respostas. Entretanto, a que melhor responde, é que tudo o que conquistou, realizou, foi fruto de um processo, um processo de ‘Superação’.  Superação que começou lá atrás, quando seus país resolveram sair do conforto do espaço onde viviam - conhecido e seguro -, e vieram tentar a vida num grande centro, cheio de possibilidades e, ao mesmo tempo, de riscos e incertezas.
Eles, acostumados com a prática da ‘Conquista’, foram conseguindo uma vitória após a outra, eventualmente sofrendo algumas derrotas. E, além de proporcionar uma formação adequada para seu filho,  de alguma maneira,  lhe passaram essa característica. Ele, deu continuidade, passando a agir assim também, mais por formação, intuição, do que por uma escolha consciente.
‘Mágicas’, ‘Graças’, houveram, sem dúvida. Uma delas, por exemplo, foi quando, por não poder pagar a faculdade, a divida foi se acumulando. No meio do curso, foi chamado pela direção que lhe informou que, se não pagasse, não poderia continuar a frequentar a faculdade. Sem ter como arrumar o dinheiro, foi ganhando tempo, na esperança de que algo acontecesse. E aconteceu! Soube de um imóvel rural que estava a venda; conheceu alguém que queria comprar; e o vendeu.  Isso foi incrível, considerando que ele nunca trabalhou na área, e  que nunca havia visto o imóvel em questão. Aliás, não conhecia nem quem estava vendendo, e nem quem acabou por comprá-lo. Ganhou a comissão devida, a qual, coincidentemente, foi a quantia suficiente para quitar a sua dívida. Milagre?  Pode, e deve ser.   Essa foi apenas uma das vezes; houveram outras também.
O que fez que acontecessem esses ‘Milagres', essa 'Ajudas Divinas'?  O mais provável é que 'elas'  tenham sido atraídas pela sua forma de ser:  dedicando-se ao que elegeu fazer, fazendo com amor o que tinha que ser feito; praticando empatia para com as outras pessoas – preocupando-se com o seus problemas, ajudando sempre que necessário, conforme podia. E, além disso, alimentando a  crença de que sempre há uma solução para qualquer situação, e que ele, de alguma forma, a alcançaria. Sua receita:

 "Os três passos da criação"  
  1. Eleger uma causa, acreditar na possibilidade dela se concretizar
  2. Preparar-se para poder executar
  3. Estar disponível para reconhecer e aproveitar a oportunidade de realização, quando ela passar na sua frente.
Foi sempre assim. E, como uma coisa puxa outra, ele também sabe que, no futuro, poderá estar em outros lugares. Lugares que, diante da sua realidade atual, não consegue sequer imaginar. Se será para melhor ou pior,  não é difícil  prever:
Considerando que as tendências históricas prevalecem, ele certamente continuará se superando, e no futuro, poderá olhar para trás e se sentir tão bem, ou melhor, do que no seu presente. Amém!

"Quando as coisas forem para um caminho totalmente inconveniente, independentemente da sua capacidade, experiência, vontade, lembre-se: 
‘Sempre há uma chance de mudança. Nunca tudo esta irremediavelmente perdido. Sempre resta a possibilidade de superação.'
 E' da natureza das coisas, do ser humano. Basta ser proativo, ter determinação, foco, e acreditar que tudo dará certo no finalmente."


(JA, Jun14)

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