Pular para o conteúdo principal

O Menino e o Ganso


Bob era um menininho que tinha cerca de seis anos de idade e vivia numa fazenda, junto com seus pais. Era filho único, e não tinha amigos na vizinhança.
Havia um grande ganso na fazenda que começou a acompanhá-lo; para onde ele fosse, ia atrás dele, à distância. Oportunamente, começou  conversar com a ave e lhe pareceu que era entendido, correspondido.  Essa relação  terminou por se transformar numa grande amizade. Agora, caminhavam lado a lado, por todo o canto. Bob o chamava de Goo.
Num determinado dia percebeu que alguns estranhos haviam acampado nas terras da fazenda. Cuidadosamente, procurando permanecer fora das vistas deles, Bob e Goo foram verificar quem eram. Eram alguns homens mal encarados que conversavam e, pelo que deu para entender, pretendiam roubar animais da fazenda -especificamente os cavalos-, naquela noite.
O menino ficou preocupado, sem saber o que fazer. Eles não podiam fazer isso! Os cavalos eram deles! Eles os criaram, cuidavam deles... Além disso, o menino temia pelo seu pai que não deixaria esses homens fazerem o que pretendiam, e eles, certamente, não se deixariam intimidar. Nesse caso, seu pai, pelo inesperado da situação, pelos bandidos estarem em maior número, sairia perdedor do confronto. O que fazer?
Goo - sorrindo como só os gansos sabem fazer - procurou tranquilizá-lo.  Em seguida saiu andando na frente, convidando Bob a segui-lo. Foram ao encontro dos outros gansos. Eles falaram , falaram, até que saíram em grupo e foram todos para o estábulo onde, a essa hora, os cavalos já estavam todos reunidos para comerem e passar a noite. Ao seu modo, contaram a eles o que haviam descoberto, o que estava para acontecer, e combinaram uma forma de reação para evitar. Bob, só ficou ouvindo, sem entender direito o que estavam tramando. Em seguida, foi orientado para ir para casa, ficar tranquilo e procurar dormir.
No meio da noite, Bob ouviu um barulhão – gritos de gansos, cavalos relinchando e coisas sendo jogadas contra as paredes do estábulo. Toda a família levantou, o pai pegou sua arma,  e foram ver o que estava acontecendo. Ao chegar, a porta do estábulo estava fechada como sempre. Estranho...
Abriram e, quando entraram, um bando de gansos saiu correndo, grasnando,  passando por eles, menos um - o Goo.  Lá dentro viram alguns cavalos, tranquilos, mas fora de suas baias. Dentro de uma delas estavam alguns homens apavorados, alguns machucados, outros caídos no chão.
Conforme Goo contou a Bob, os bandidos haviam entrado no estábulo e iriam, mesmo no escuro, preparar os cavalos para serem levados embora. Nisso, inesperadamente, começou uma barulheira infernal produzida pelos gansos que estavam ali exatamente para isso. Os homens surpreendidos ficaram super assustados – apavorados. Simultaneamente, um dos cavalos que havia saído da sua baia previamente fechou a porta do estábulo, pelo lado de dentro. Na sequência, alguns outros cavalos, que  também haviam saído das suas baias, impositivamente cercaram os homens que não tiveram como se defender, e foram sendo conduzidos para uma das baias, onde ficaram até o pai de Bob aparecer.  
Então, Bob contou para o seu pai que havia percebido a presença dos homens nas terras da fazenda,  e que, à tarde, os encontrara e ouviu quando eles combinavam roubar os cavalos, mais tarde, à noite. Explicou que os animais – os gansos e os cavalos - haviam se unido para se defenderem dos invasores. 
O pai, mesmo sem ter entendido bem como aquilo pode ter acontecido,  amarrou os pés e as mãos dos homens, imobilizando-os, e telefonou para o delegado local. O Delegado veio imediatamente à fazenda, e levou os homens presos.
O pai repreendeu Bob por não tê-lo avisado antes da presença dos bandidos, e do que eles planejavam. Mas, de qualquer forma, reconheceu Bob como sendo o responsável pelo insucesso do roubo e pela prisão dos bandidos, e o elogiou por isso. Entretanto, Bob sabia que o verdadeiro responsável havia sido Goo..

No dia seguinte, Bob falou para Goo que reconhecia a importância do que ele havia feito para protegê-lo, ao seu pai e aos animais, e agradeceu.  Não deu para perceber se Goo havia entendido o elogio e o agradecimento. Apenas, aparentando estar  feliz,  continuou caminhando junto do menino que, como sempre, falava, falava. 

Imagem: Elena Shumilova - 'OGaroto e o Ganso' 



(JA, Set17)


                                                               __||__


Menino com o ganso – Exposição de Esculturas

Histórias de menino com um ganso não são nenhuma novidade. Por exemplo, no museu Glyptothek, de Munique, está exposta uma obra sobre o tema, cuja origem data do século II a.C.

Artista: Escultor provável: Boéthos de Calcedônia.
Onde fica: Museu Glyptothek,  Munique.
Características da Obra:
Estilo: Helenístico
Datação: primeira metade do séc. II. a.C.
Matéria – prima: Mármore
Informações históricas: Cópia em mármore da época romana; original em bronze.

A Gliptoteca, ou Glyptothek, é um museu de Munique, na Alemanha, dedicado à preservação de um acervo de arte escultórica que pertenceu ao rei Luís I da Baviera.
‘Menino com Ganso’ tornou-se um tema muito comum, e teve seu lugar assegurado nos Santuários de Esculápio / Asclépio.

                                                                   __||__




Postagens mais visitadas deste blog

Grabovoi - O Poder dos Números

O Método Grabovoi  foi criado pelo cientista russo Grigori Grabovoi, após anos de estudos e pesquisas, sobre números e sua influência no nosso cérebro. Grigori descobriu que os números criam frequências que podem atuar em diversas áreas, desde sobrepeso até falta de concentração, tratamento para doenças, dedicação, e situações como perda de dinheiro. Os números atuam como uma ‘Código de desbloqueio’ dentro do nosso inconsciente, criando frequências vibratórias que atuam diretamente na área afetada e permitindo que o fluxo de informações flua livremente no nosso cérebro. Como funciona? As sequências são formadas por números que reúnem significados. As sequências podem ter  1, 7, 16, ou até 25 algarismos, e quanto mais números, mais específica é a ação da sequência. Os números devem ser lidos separadamente, por exemplo: 345682 Três, quatro, cinco, seis (sempre o número seis, não ‘meia’), oito, dois. Como praticar Você deve escolher uma das sequencias num

Thoth

Deus da lua, juiz dos mortos e deus do conhecimento e da escrita, Thoth (também Toth, ou Tot, cujo nome em egípcio é Djehuty) é um deus egípcio, representado com cabeça de íbis. É o deus do conhecimento, da sabedoria, da escrita, da música e da magia. Filho mais velho do deus do sol Rá, ou em alguns mitos nascido da cabeça de Set, era representado como um homem com a cabeça da ave íbis ou de um babuíno, seus animais sagrados.   Sendo o deus associado com o conhecimento secreto, Thoth ajudou no sepultamento de Osíris criando a primeira múmia. Era também o deus das palavras, da língua e posteriormente os gregos viam este deus egípcio como a fonte de toda a ciência, humana e divina, do Egito. O culto de Thoth situava-se na cidade de Khemenou, também referida pelos gregos como Hermópolis Magna, e agora conhecida pelo nome árabe Al Ashmunin. Inventor da escrita Segundo a tradição, transmitida também por Platão no diálogo Fedro, Thoth inventou a escrita egípc

Por que Jesus dobrou o lenço?

‘E que o lenço, que estivera sobre a cabeça de Jesus, não estava com os panos, mas enrolado num lugar à parte’.(João 20:7) Por que Jesus dobrou o lenço que cobria sua cabeça no sepulcro depois de sua ressurreição? Você já deteve sua atenção a esse detalhe? João 20:7 nos conta que aquele lenço que foi colocado sobre a face de Jesus não foi apenas deixado de lado como os lençóis no túmulo. A Bíblia reserva um versículo inteiro para nos contar que o lenço fora dobrado cuidadosamente e colocado na cabeceira do túmulo de pedra. Bem cedo pela manhã de domingo, Maria Madalena veio à tumba e descobriu que a pedra havia sido removida da entrada. Ela correu e encontrou Simão Pedro e outro discípulo, aquele que Jesus tanto amara. Disse ela: ‘Eles tiraram o corpo do Senhor e eu não sei para onde eles o levaram’. Pedro e o outro discípulo correram ao túmulo para ver. O outro discípulo passou à frente de Pedro e lá primeiro chegou. Ele parou e observou os lençóis lá,