Pular para o conteúdo principal

Formatura de diplomados da ESAN – 1972

 

A Escola Superior de Administração de Empresas – ESAN, da Ação Social Padre Saboia de Medeiros, realizou no dia 28 de março de 1973 as solenidades de formatura de seus alunos, bacharéis de administração de empresas de 1972.

A programação teve início às 9h30, com uma missa na Catedral Metropolitana, oficializada por D. Benedito de Ulhoa Cintra, vigário geral de São Paulo. Além dos 98 formandos e seus familiares, estiveram presentes na cerimônia religiosa várias autoridades, diretores e profissionais da ESAN, entre eles o paraninfo da turma, prof. Nello Ferrentini.

Terminada a missa, D. Benedito dirigiu uma mensagem aos formandos:

‘O que eu tenho a dizer a vocês é breve, e gostaria que guardassem para sempre em seus corações, como uma mensagem de Deus, e não minha. Eu desejo que na vida profissional vocês tenham sempre dois pontos de honra. Em primeiro lugar, trabalhar para a implantação da Justiça, em todos os lugares onde ela possa ser exercida., não apenas nos tribunais. Em segundo  lugar, eu peço a vocês que sejam os mensageiros da Paz e do Amor, e evitem toda a violência. Enquanto o mundo não tiver apóstolos da fraternidade entre os homens, a Paz não será atingida’.

A formatura prosseguiu às 21h, com a solenidade de colação de grau, realizada no TUCA (Teatro de Universidade Católica de São Paulo). 

Estiveram presentes, entre outras, as seguintes autoridades: secretário dos Transportes, dr. Paulo Maluf, patrono dos bacharéis; prof. Nello Ferrentini, paraninfo da turma; prof. Otto Costa, diretor; Victor David, presidente da ordem e sindicato dos economistas de São Paulo; major Virgílio dos Santos Pereira Monteiro, representante do general Humberto de Souza Mello, comandante do IIº Exército; e o diretor da Faculdade de Administração de Santana, prof. Edgar de Souza; além de diversos professores.

A cerimônia teve início com a execução do Hino Nacional pela Banda da Polícia Militar. Após breves palavras do prof. Otto Costa, o bacharel Juarez de Alvarenga Massarioli fez a leitura do juramento prestado por toda turma. Logo após, houve a entrega dos diplomas, efetuada pelo diretor, pelo paraninfo, e pelo patrono. 


‘Vendo a programação desta festividade, a da nossa colação e grau, considerei que, como toda boa programação, caberia bem uma mensagem ao mercado consumidor. E é isso que vou fazer. Vou apresentar para os senhores, com a sua licença, um pequeno comercial’.

Assim iniciou o orador da turma, Juarez de Alvarenga Massarioli a sua saudação, apresentando os administradores de empresa como um produto lançado no mercado há alguns anos, com êxito total.

‘Fomos preparados para exercer as mais variadas atividades em empresas’, prosseguiu o orador, ‘tais como: planejar, coordenar, prever, organizar. Somos práticos e eficientes. Nossa principal característica é o bom senso.

... Temos uma característica especialíssima: à medida em que somos colados em ação, vamos desenvolvendo mais a nossa capacidade de execução e análise, e diminuindo sensivelmente a nossa margem de erros. Por essa razão, quando ainda não fomos aplicados, somos adquiridos a preço relativamente baixo, se comparado com o nosso potencial. Dessa forma, com o uso, vamos nos valorizando progressivamente, em benefício dos nossos consumidores, e em nosso próprio.

Em benefício dos nossos consumidores porque nos tornamos mais eficientes, e em nosso próprio porque, embora sejamos um produto, temos amor próprio e ambições: realizamo-nos à medida em que nos tornamos mais úteis, produtivos, e temos consciência de que poderemos nos valorizar, a tal ponto que teremos condições para dar oportunidade a outros administradores de empresa serem aplicados,  se valorizarem, e se realizarem sob nossa orientação’.

Após a fala do orador, discursou o paraninfo prof. Nello Ferrentini, e, em seguida, o patrono, dr. Paulo Salim Maluf, saudando os formandos, novos administradores de empresa, esse contingente que, a serviço do nosso país, logo estarão trabalhando para o melhor bem estar futuro do nosso povo.



Escola Superior de Administração de Negócios – ESAN


1941

A primeira das instituições criadas por Pe. Roberto Sabóia de Medeiros foi a antiga Escola Superior de Administração de Negócios de São Paulo - ESAN/SP. Por não existir nenhuma Faculdade desse tipo no Brasil, Pe. Sabóia usou como modelo a ‘Graduate School of Business Administration’ da Universidade de Harvard. Com isso, a ESAN/SP marcou o início formal dos estudos específicos de Administração no Brasil.

1961

Em 28 de janeiro de 1961, o então Presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira assinou o decreto que tornou a ESAN a primeira Escola Superior de Administração de Empresas do país a ser reconhecida e oficializada pelos poderes públicos. O mesmo decreto reconheceu a validade dos diplomas dos alunos formados a partir de 1941.

2002

Dentro de uma proposta de integração e de agregação de competências, visando a excelência de seus cursos, as instituições FEI, FCI e ESAN foram transformadas no Centro Universitário da FEI, conforme aprovação do MEC, através da Portaria nº 2574, de 4 de dezembro de 2001.

Ao tornar-se um centro universitário, passou a integrar, sob uma única reitoria, as seguintes escolas e institutos, antes administrativamente independentes:

Faculdade de Engenharia Industrial - FEI (fundada em 1946)

Escola Superior de Administração de Negócios de São Paulo - ESAN/SP (fundada em 1941)

Escola Superior de Administração de Negócios de São Bernardo do Campo - ESAN/SBC (fundada em 1965)

Faculdade de Informática - FCI (fundada em 1999)

Instituto de Pesquisas e Estudos Industriais - IPEI (fundado em 1975)

Instituto de Especialização em Ciências Administrativas e Tecnológicas - IECAT (fundado em 1982)

Possui 12 departamentos acadêmicos, sendo 6 voltados a engenharia, 2 a ciências exatas, 1 a computação, 1 a administração e mais 2 a ciências sociais e jurídicas.




Fonte:  Diário Popular, 30-Mar73   |  Portal FEI

 

(JA, Ago20)

 


Postagens mais visitadas deste blog

100 anos do Leblon - os encantos e história do bairro mais charmoso do Rio

Cenário de inúmeras novelas e inspiração de muitos compositores, o local tem centenas de moradores famosos Quando se pensa no bairro do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, vem na mente o cenário de inúmeras novelas de Manoel Carlos e, claro, a fonte de inspiração de muitos compositores e poetas. Como defini-lo? Calmo e elegante. Ele - localizado entre Vidigal, Gávea e Ipanema - é conhecido por seus ótimos restaurantes, comércio forte, vida noturna agitada, e pelos famosos que circulam por lá, e pelo seu cartão-postal: o mar e o Morro Dois Irmãos. A beleza natural juntamente com outros atributos fazem da localidade uma das mais cobiçadas da cidade e um dos bairros mais caros do país. No último dia 26 de julho, o Leblon completou 100 anos de histórias. Francisca Ornellas Teles e Charles Le Blond Charles Le Blond, 1804-1880, chegou ao Rio de Janeiro em 1830, proveniente de Marselha fundando a empresa ‘Navegação Aliança’ com a finalidade de explor...

Bandeira da Cidade de São Paulo

A bandeira paulistana é branca, traz a Cruz da Ordem de Cristo em vermelho e ostenta o brasão do município no centro. O branco simboliza a paz, a pureza, a temperança, a verdade, a franqueza, a integridade, a amizade e a síntese das raças. O vermelho simboliza a audácia, a coragem, o valor, a galhardia, a generosidade e a honra. A cruz evoca a fundação da cidade. O círculo,  emblema da eternidade, afirma a posição de São Paulo como capital e líder de seu estado. O círculo  envolve o brasão do município de São Paulo.  O brasão consiste num braço armado empunhando um pendão branco, de de quatro pontas farpadas, ostentando a cruz da Ordem de Cristo. O pendão está fixado em uma haste lanceada, em prata.  Encimando o escudo há uma coroa em ouro, com quatro torres, três ameias, com uma porta cada. Suportes: dois ramos de café, frutificados, na sua cor natural.  Divisa: ‘Non ducor duco’ (não sou conduzido, conduzo). . A cr...

Coração de Gelo

Quem tem ambições literárias deve ser de esquerda (em público) e de direita (na obra) Não dou conselhos. Exceto quando me pedem. Aí, depois de cobrar meu salário, digo sempre o mesmo a uma audiência mais jovem: quem tem ambições literárias deve ser de esquerda (publicamente) e de direita (literariamente). Em público, persiste ainda a ideia bizarra de que a esquerda tem um ‘pedigree’ cultural mais elevado. A história do modernismo desmente essa fantasia. Mas a fantasia sobrevive —e, acredite, é mais confortável fazer carreira sem correr maratonas. Relaxe, seja de esquerda, tudo fica mais fácil. Literariamente falando, ninguém escreve grandes obras com ‘bons sentimentos’. Muito menos com uma visão otimista da condição humana. Nesse quesito, faço minhas as palavras de Graham Greene: ‘um grande autor tem sempre uma farpa de gelo no coração’. O próprio Greene ilustrava essa máxima como grande escritor de direita que era (apesar de se dizer de esquerda, claro). Le...