Obra do líder do soviete de Petrogrado soçobrou no funesto maremoto onde se atropelam o passado e a derrota No próximo dia 21 , será o 80 º aniversário do assassinato de Leon Trotsky, o líder do soviete de Petrogrado na Revolução Russa. Depois, ele dirigiu o Exército Vermelho, venceu a guerra civil, e consolidou a União Soviética, que criou um partido mundial da revolução, a Internacional. Aí foi caçado como um cão pelos seus ex-companheiros e novos inimigos. Vagou pelo mundo sem ter pouso, até ser morto, no México, pela picaretada de um agente de Stálin - o ditador do Estado sem patrões, nem propriedade, nem democracia, do qual ele, Trotsky, foi essencial na criação. Sua obra soçobrou no funesto maremoto, onde se atropelam o passado e a derrota. A União Soviética naufragou. O comunismo foi a pique. O marxismo mal se mantém à tona em botes esburacados. Trotsky morreu para sempre? Talvez continue mortinho da silva, até que a revolução deixe de ser uma ideia anacrô...