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Caraguatatuba-SP



Caraguatatuba comemora, nesta segunda feira, dia 20, 163 anos de emancipação político-administrava. Caraguá, como a cidade é carinhosamente chamada, já passou e superou momentos difíceis, como este que está passando, devido à pandemia do coronavírus. O caraguatatubense é um povo guerreiro, que jamais se curvou diante das adversidades. Desta vez não será diferente. 

Caraguatatuba é vocábulo tupi que, segundo Silveira Bueno, significa ‘lugar de muitos caraguatás’. Caraguatá, do tupi, é designação comum dada a várias espécies de plantas epífitas e terrestres, da família das bromeliáceas, também conhecidas como gravatá. E tyba ou tuba, também do tupi, significa abundância, grande quantidade, ajuntamento.

Localização e População

Caraguatatuba localiza-se a leste da capital do estado, 178 km de distância. Faz parte da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte.

A cidade ocupa uma área de 484,10 km². Em 2019, sua estimativa populacional foi de 121.532 habitantes - uma densidade demográfica de 250,6 hab./km². Nesse ano, foi  o 71.º município mais populoso de São Paulo, e o 260.º do país.

Infraestrutura

Caraguatatuba tem boa infraestrutura composta por shoppings, supermercados e lojas. A cidade é a economia mais importante do litoral norte.

O Produto Interno Bruto (PIB) de Caraguatatuba em 2011 foi de R$ 1.549.911 mil. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,759, considerado elevado em relação ao país - é o 169º maior do estado.

Natureza

O clima de Caraguatatuba é tropical úmido, com diminuição de chuvas no inverno, e temperatura média anual de 24 °C, tendo invernos úmidos, e verões chuvosos, com temperaturas moderadamente altas. O mês mais quente, fevereiro, conta com temperatura média de 27 °C, sendo a média máxima de 31 °C e a mínima de 23 °C.  E o mês mais frio, julho, com média de 20 °C, sendo 25 °C e 15 °C a média máxima e mínima respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.

Na sua vegetação predomina a mata atlântica. É uma das quinze estâncias balneárias do estado de São Paulo.

História

Os primeiros sinais de povoamento surgiram após 1534, quando o rei Dom João III de Portugal dividiu o Brasil em 15 Capitanias Hereditárias e as entregou em regime de hereditariedade a nobres, militares e navegadores ligados à da Corte. O objetivo do reino português era facilitar a administração e acelerar a colonização das recém-ocupadas terras brasileiras.

Foi criada então a Capitania de Santo Amaro, que se estendia da foz do Rio Juqueriquerê, em Caraguatatuba, até Bertioga. Esta porção de terra foi entregue ao navegador Pero Lopes de Sousa, um nobre português de destaque na época.

Mas Caraguatatuba surgiu apenas no século 17, por meio da concessão de Sesmarias - um instituto jurídico criado pelo Império de Portugal para distribuição de terras a particulares para a produção de alimentos.

Nos primeiros anos de 1600, o capitão-mor Gaspar Conqueiro doou a Miguel Gonçalves Borba e Domingos Jorge, a porção de terra localizada na bacia do Rio Juqueriquerê.

Foi exatamente naquele ponto que a cidade começou a nascer.

Nos anos de 1653-1654 João Blau, capitão-governador da Capitania de Nossa Senhora de Itanhaém, 1653-1656 da qual era donatário a Condessa de Vimieiro, fundou a Vila de Santo Antônio de Caraguatatuba.

Entre 1664 e 1665 surgiram sinais de povoamento, com a construção dos primeiros prédios, como a pequena igreja de Santo Antônio, santo padroeiro da cidade de Caraguatatuba.

Mas o pequeno povoado foi assolado por diversos surtos, entre eles o mais mortífero ocorreu em 1693. A varíola, conhecida na época por ‘Bexigas’, dizimou boa parte da população. Os sobreviventes fugiram para as vilas próximas, Ubatuba e São Sebastião. 

A doença fez o crescimento retornar à estaca zero, o que atrasou o desenvolvimento do povoado em alguns anos. Após a grande mortandade, o local passou a ser chamado de ‘Vila que desertou’. Teria permanecido na vila apenas a igreja de Santo Antonio. 

Foram 22 anos de muito sofrimento. A vila se reergueria no início de 1722.

Em 27 de setembro de 1770, a pedido de Dom Luiz Antônio de Souza Botelho Morgado de Mateus, o então capitão geral da Capitania de São Paulo, determinou ao comandante do destacamento da Vila de São Sebastião, que fizesse erigir uma povoação na paragem chamada Caraguatatuba, levando para ela todos os moradores que conseguisse reunir, definindo lugar para a Casa de Câmara, cadeias, e mais edifícios públicos, visto que já existia a Igreja para a invocação a Santo Antônio.

O novo povoado foi elevado à condição de Vila de Santo Antônio de Caraguatatuba no século 19, mais precisamente em 16 de março de 1847. O presidente da Província de São Paulo, Manuel da Fonseca Lima e Silva, ordenou que a vila passasse a ser denominada Freguesia.

Caraguatatuba recebeu sua emancipação política e administrativa em 20 de abril de 1857.

A população caraguatatubense ainda teve de superar um surto de malária, em 1884, e outro de gripe espanhola, em 1918. As duas epidemias causaram um grande número de mortos.

Fazenda dos Ingleses

O ressurgimento e, posteriormente, o crescimento do povoado só veio com a chegada de famílias de estrangeiros, que se instalaram na Fazenda dos Ingleses.

A propriedade se estabeleceu em 1927 e trouxe benefícios como o aumento da população, a formação de trabalhadores agrícolas e artesãos, o surgimento do comércio e o crescimento substancial da arrecadação municipal.

Abrigando famílias de estrangeiros instaladas em casas de alvenaria, dentro de uma área inicial de 4020 alqueires, a Fazenda de São Sebastião era conhecida por Fazenda dos Ingleses. Em 1927, a Fazenda dos Ingleses provocou mudanças no quadro geral da situação de Caraguatatuba.

Sob certos aspectos essas mudanças foram por ela mesmo administradas, sob outros, foram por elas provocadas:
o    Aumento significativo da população do município
o    Especialização da mão de obra na agricultura
o    Aumento representativo da atividade artesanal comercial
o    Incremento do comércio dentro e fora da região
o    Expansão dos meios de comunicação rapidamente
o    Respeitável aumento da Receita Pública Municipal, Estadual e Federal

Para seu divertimento, os ingleses fizeram construir quadras de tênis, campos de golfe e polo. Também jogavam críquete. No campo de futebol chegaram a disputar campeonatos com 30 times. Jogavam ping-pong e assistiam documentários no cinema da fazenda.

A Fazenda dos Ingleses foi o principal fator de desenvolvimento da cidade, até a chegada dos turistas. Era uma das três maiores do gênero na América do Sul.

Uma via férrea interna, que chegou a ter 120 quilômetros de extensão, transportava as frutas para o porto, no Rio Juqueriquerê, onde havia um cais de 100 metros. Dalí elas seguiam para os navios atracados no canal de São Sebastião, que as levavam até Londres.

Por volta de 1946, no final da II Guerra Mundial, a fazenda retomou a produção de cítricos, voltando ao mercado inglês, e sobreviveu por mais 20 anos dessa cultura, apesar da decadência paulatina.

Com a catástrofe de 1967, metade da fazenda ficou debaixo da lama. A retomada das atividades só ocorreu na década de 90, quando a Pecuária Serramar instalou um projeto pecuário de alta tecnologia no mesmo local.

Estância Balneária

O progressismo da Freguesia de Santo Antônio de Caraguatatuba forçou o Governo do Estado de São Paulo a reconhecê-la como Estância Balneária, em 30 de novembro de 1947. Sua comarca foi instalada poucos anos depois, mais especificamente em 26 de setembro de 1965.

Tragédia de 1967

Caraguatatuba ficou mundialmente conhecida pela dramática catástrofe ocorrida em 18 de março de 1967, quando uma tempestade de poucas horas provocou centenas de deslizamentos nas vertentes escarpadas da Serra do Mar.

A serra avançou sobre Caraguatatuba despejando milhares de toneladas de lama e vegetação.  

O saldo da tragédia foi a morte de 436 pessoas, e a destruição de um grande número de residências e edifícios. O prefeito da época era Geraldo Nogueira da Silva.

Mais de duas décadas após a maior tragédia já ocorrida no Litoral Norte Paulista, Caraguatatuba recuperou-se e cresceu. A dor deu lugar ao esforço de reconstrução, os turistas retornaram, a vida voltou ao seu curso normal.

A pandemia que, agora atinge o mundo, também abala Caraguatatuba - não poderia ser diferente. Só que, desta vez, Caraguatatuba não sofre sozinha. Quando a pandemia terminar, a cidade retomará sua vida normal e o seu desenvolvimento. 

O importante, neste momento, é que todos permaneçam em suas casas e preservem as suas vidas, para que possamos, no ano que vem, todos juntos, comemorarmos mais um aniversário, com muita música e alegria. Parabéns Caraguatatuba! 








Fonte: Naturam, WP, CaraguaPrev, Tamoios Newsp,  Pref. Caraguá, e Dvs



(JA, 20-Abr20)




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