Pular para o conteúdo principal

Para transformar, preocupe-se em ouvir e engajar




Nos últimos 25 anos, o índice de transformações empresariais bem sucedidas permaneceu praticamente inalterado: apenas 30% das companhias conseguiram encontrar o sucesso depois de executar mudanças.

Nossos estudos têm demonstrado que a alta ocorrência de falhas se dá, sistematicamente, pelo mesmo motivo: em pouco tempo, os funcionários e a média gerência retornam às velhas mentalidades, e a mudança esperada simplesmente não acontece.

Como consequência, mundialmente, o arrependimento número um dos CEO’s é não ter agido de forma rápida para neutralizar o comportamento das pessoas resistentes às mudanças.

Isso porque as empresas estão perdendo grandes oportunidades ao deixarem de motivar e manter um alto grau de engajamento dos colaboradores, durante e após os processos de transformação.

Pesquisa recente que fizemos, com 1.900 companhias globais e 80 brasileiras, mostrou que empresas preocupadas com saúde organizacional apresentam um retorno total ao acionista até três vezes superior às empresas menos saudáveis.

Além disso, a saúde organizacional explica até 50% das variações de desempenho entre unidades de negócio de uma mesma empresa.

Vemos que as companhias já fazem alguns esforços neste sentido. No Brasil, as empresas estão especialmente preocupadas em comunicar a direção que será dada à organização, oferecendo padrões claros de performance e comportamento aos funcionários. Ainda, elas conseguem monitorar rigorosamente suas métricas quantitativas.

Mas ainda existem outras oportunidades que precisam ser melhor articuladas se quiserem encontrar o sucesso após a transformação.

Falta, por exemplo, explicar ‘Como vamos?’ e qual o papel individual do funcionário nessa transformação. Hierarquias e estruturas pouco claras são também obstáculos comumente observados, que contribuem para que a mensagem não chegue de maneira uniforme para quem está na ponta.

Outro fator ainda pouco observado no Brasil é o que chamamos de ‘inovação de baixo para cima’. Isso significa que os colaboradores não são convidados para participar do desenvolvimento de novas ideias, e que suas iniciativas de melhoria não são ouvidas ou reconhecidas.

As empresas que criam programas formais de transformação, porém, conseguem um grau de motivação das suas equipes 60% superior, quando se compara a avaliação de saúde organizacional no início e no final desse processo.

No Brasil, temos alguns exemplos de grandes empresas em diferentes indústrias (desde bens de consumo até educação) que têm criado amplos programas para ouvir os trabalhadores em suas transformações.

Uma delas selecionou os profissionais com alto poder de influência sobre outros (não necessariamente em cargos de liderança) para participar de reuniões semanais com o ‘transformation office’ da companhia. Nesses encontros, as estratégias de negócio eram frequentemente compartilhadas, garantindo uma visão holística da transformação.

Como resultado, as ideias de baixo para cima ganharam tração e foram gerados mais de mil insights para a companhia. Esse tipo de ação também cria uma percepção de ‘dono do negócio’, que torna as pessoas ainda mais engajadas e motivadas.

Em um estudo global realizado pela McKinsey, foi observado que as chances das empresas serem bem sucedidas em seus processos de transformação, quase triplica quando os funcionários de alto potencial (ou talentos), são designados para posições de liderança da transformação.

Isso significa, na prática, uma forma de ‘dar voz’ aos funcionários que não estão na alta hierarquia da organização, além de demonstrar reconhecimento e confiança pela boa performance da pessoa.

Em tempos de disrupção, transformar-se é um imperativo. Isso é valorizado pelas pessoas que passam a enxergar a companhia onde trabalham de maneira bem mais positiva, e passam a integrar voluntariamente a mudança. Se quiser realizar uma transformação de sucesso, preocupe-se em ouvir e engajar seus funcionários.






Fonte:  Fernanda Mayol, Anita Baggio e Gustavo de Oliveira   |   McKinsey Co., Brazil Journal


(JA, Ago19)



Postagens mais visitadas deste blog

Grabovoi - O Poder dos Números

O Método Grabovoi  foi criado pelo cientista russo Grigori Grabovoi, após anos de estudos e pesquisas, sobre números e sua influência no nosso cérebro. Grigori descobriu que os números criam frequências que podem atuar em diversas áreas, desde sobrepeso até falta de concentração, tratamento para doenças, dedicação, e situações como perda de dinheiro. Os números atuam como uma ‘Código de desbloqueio’ dentro do nosso inconsciente, criando frequências vibratórias que atuam diretamente na área afetada e permitindo que o fluxo de informações flua livremente no nosso cérebro. Como funciona? As sequências são formadas por números que reúnem significados. As sequências podem ter  1, 7, 16, ou até 25 algarismos, e quanto mais números, mais específica é a ação da sequência. Os números devem ser lidos separadamente, por exemplo: 345682 Três, quatro, cinco, seis (sempre o número seis, não ‘meia’), oito, dois. Como praticar Você deve escolher uma das sequencias num

Thoth

Deus da lua, juiz dos mortos e deus do conhecimento e da escrita, Thoth (também Toth, ou Tot, cujo nome em egípcio é Djehuty) é um deus egípcio, representado com cabeça de íbis. É o deus do conhecimento, da sabedoria, da escrita, da música e da magia. Filho mais velho do deus do sol Rá, ou em alguns mitos nascido da cabeça de Set, era representado como um homem com a cabeça da ave íbis ou de um babuíno, seus animais sagrados.   Sendo o deus associado com o conhecimento secreto, Thoth ajudou no sepultamento de Osíris criando a primeira múmia. Era também o deus das palavras, da língua e posteriormente os gregos viam este deus egípcio como a fonte de toda a ciência, humana e divina, do Egito. O culto de Thoth situava-se na cidade de Khemenou, também referida pelos gregos como Hermópolis Magna, e agora conhecida pelo nome árabe Al Ashmunin. Inventor da escrita Segundo a tradição, transmitida também por Platão no diálogo Fedro, Thoth inventou a escrita egípc

Por que Jesus dobrou o lenço?

‘E que o lenço, que estivera sobre a cabeça de Jesus, não estava com os panos, mas enrolado num lugar à parte’.(João 20:7) Por que Jesus dobrou o lenço que cobria sua cabeça no sepulcro depois de sua ressurreição? Você já deteve sua atenção a esse detalhe? João 20:7 nos conta que aquele lenço que foi colocado sobre a face de Jesus não foi apenas deixado de lado como os lençóis no túmulo. A Bíblia reserva um versículo inteiro para nos contar que o lenço fora dobrado cuidadosamente e colocado na cabeceira do túmulo de pedra. Bem cedo pela manhã de domingo, Maria Madalena veio à tumba e descobriu que a pedra havia sido removida da entrada. Ela correu e encontrou Simão Pedro e outro discípulo, aquele que Jesus tanto amara. Disse ela: ‘Eles tiraram o corpo do Senhor e eu não sei para onde eles o levaram’. Pedro e o outro discípulo correram ao túmulo para ver. O outro discípulo passou à frente de Pedro e lá primeiro chegou. Ele parou e observou os lençóis lá,