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São Paulo - 472 Anos

 Roteiro de passeios


Cidade que mais recebe turistas no Brasil, São Paulo tem uma gama de atrações tão vasta que pode até confundir o visitante de primeira viagem.

Em comemoração aos 472 anos da cidade, no próximo dia 25, veja um roteiro com um pouco de tudo que ela oferece de melhor - evitando armadilhas de turista.

Dia - Centro                 

Comece batendo perna pelo centro. Na parte histórica estão o Pátio do Colégio, onde a cidade foi fundada, a Catedral da Sé, e o Centro Cultural Banco do Brasil, prédio de 1923 que já foi agência bancária e hoje é espaço cultural. Perto dali, na Praça Antônio Prado, vários edifícios do começo do século 20 (quando arranha-céus mal existiam por aqui) chamam atenção pela monumentalidade.

Repare no lustre do hall de entrada do Edifício Altino Arantes, que abriga o Farol Santander, nos detalhes art déco da fachada do Edifício Banco de São Paulo e nas cores do Edifício Martinelli, o primeiro grande arranha-céu da cidade - as quintas, o site oficial libera ingressos para as visitas gratuitas as terças, mas também dá para subir lá nas festas que o lugar recebe.


Viaduto do Chá- pintura de Agostinho P. de Freitas (detalhe)

Dali, desça para o vale do Anhangabaú. Repare no viaduto do Chá, que representa a primeira expansão da cidade, em direção ao outro lado do vale, onde fica o Theatro Municipal - visitas guiadas gratuitas acontecem de terça a sexta.

Atrás do outro viaduto, o Santa Ifigênia, fica o Mirante do Vale que, por 50 anos, foi o maior edifício do país, com 170 metros de altura. Mais recentemente, seus últimos andares foram tomados por empreendimentos que se valem da vista lá de cima, como o Sampa Sky - uma armadilha de turista. Vale mais a pena se hospedar no prédio (há diversos Airbnbs), ou conhecer lugares como o Andar43, e o recém-inaugurado Iccarus, bar cujo fumódromo fica a céu aberto, no topo do edifício.

Almoce em um boteco tipicamente paulistano, como o Copanzinho, ou o Estadão (que é uma opção ainda melhor para a larica da madrugada); se preferir algo mais arrumadinho, o Merenda da Cidade, o Wanderlust, e o bufê a quilo Casarão Aurora são opções.

Depois do almoço, veja como eram os primeiros shoppings da cidade na Galeria Metrópole (boa para fazer compras também), e tome um cafezinho na vibrante cafeteria do SESC 24 de Maio.

À noite, se jogue na Barra Funda, já eleito um dos bairros mais legais do mundo, onde pipocam novas opções a todo o momento. Os descolados da moda e da publicidade vão ao Mamãe Bar, enquanto o Bandeira Bandeira reúne o público lésbico, e o Dali Daqui, a galera do samba. Do outro lado dos trilhos, o Por Amor tem o charme de bebericar observando os trens passando para lá e para cá.

Dia - Entorno da Av. Paulista

                                                                MASP – Fachada Av. Paulista

Dedique este segundo dia a explorar o entorno da Avenida Paulista. A via fecha para carros aos domingos, mas é mais interessante nos outros dias, quando a muvuca é menor. De tudo que há por ali, o mais imperdível é o MASP, que recentemente ganhou um anexo, e o IMS (Instituto Moreira Salles).

Outros destaques são a Japan House (que abriga um excelente restaurante japonês, o Aizomê) e o mirante do SESC Paulista - caso não consiga um horário, a cafeteria, que fica um andar abaixo, oferece a mesma vista sem filas, além de comes e bebes a preços justos.

Nessa pegada, boas opções de almoço são a Galeteria Dona Galô (próximo à estação Brigadeiro) e os restaurantes da Rua Antônio Carlos, entre a Frei Caneca e a Augusta (mais perto da Consolação).

Principalmente nesse eixo da Rua Augusta, a Paulista e seus arredores são repletos de lojas, shoppings e restaurantes que, certamente, vão tomar algumas horas do dia. Portanto, vá sem pressa, para explorar tudo o que der vontade. Se fazer compras não for muito o seu rolê, passe a manhã no parque Ibirapuera, e migre para a Paulista na hora do almoço.

         Parque do Ibirapuera

À noite, comece os trabalhos com pelo menos uma tacinha no bar de vinhos Los Perros. Escolha a unidade do Bixiga, bairro onde o encontro de diferentes comunidades imigrantes forjou o que hoje é um dos últimos redutos tradicionais da cidade, com uma esquina mais agitada que a outra.

Depois do vinho, desça a Rua Treze de Maio até a roda de samba do Sirigoela - se nada te apetecer no caminho, lá o fervo é certo.

Caso queira esticar a noite, não tenha vergonha de terminá-la no Funilaria. O bar que surgiu numa mecânica já viveu seu auge, mas ainda tem boas festas, sempre com muita paquera.

Dia - Centrão  

                                                                  Bairro da Liberdade 

Comece o último dia na muvuca da Liberdade. É um programa de compras, mas agrada também pelos restaurantes, como o quilo japonês Nandemoyá, e o tailandês Thai e San. Se estiver friozinho, qualquer lámen da Rua Thomaz Gonzaga te fará muito feliz.

Depois do almoço, despeça-se da cidade como um local, dando uma volta no Minhocão, viaduto símbolo da cidade que fecha para os carros aos finais de semana.

Caminhe por ele até pelo menos até o entroncamento com a Avenida São João, que rende boas fotos com o edifício Altino Arantes ao fundo. Depois, desça para a Santa Cecília pelas rampas que existem por ali, e sente em algum boteco tradicional do bairro, como o Johny's da Rua Canuto do Val, para jogar conversa fora, observando a movida do bairro.

Boas opções de sobremesa e cafezinho também não faltam por ali: há os sorvetes artesanais da Glidah e da Cangote, os cookies da Ooey, e cafeterias bonitinhas como a Lógico, o Takko e o Sofá Café.

Se tiver +1 dia                     

Visite a Pinacoteca e explore o Bom Retiro, que tem ótimos restaurantes de diferentes culinárias, em especial a grega e a asiática. Também vale um passeio por Higienópolis, que concentra o melhor da arquitetura modernista da cidade.

Se tiver +2 dias

                                                                   Casa de Vidro – Bruna Bo Bardi

Conheça também Pinheiros, onde vive a galera descolada da Faria Lima, e dê uma esticada até o Morumbi para visitar a Casa de Vidro, onde morou Lina Bo Bardi, arquiteta do MASP. 



Fonte: Gabriel Justo | FSP


(JA, Jan26)



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