Pular para o conteúdo principal

A Nova Casa

 

Meu amigo Luiz está se mudando. Mês que vem deixa a casa dos 70 e, de mala e cuia, se muda para a casa dos 80. Luiz pretende viver uns bons anos na nova casa, mais próxima do fim da rua.

Ele sabe que estou morando lá há mais de dois anos e perguntou-me se gostei da mudança. Ora, não se tratou de gostar ou não. Terminou meu tempo na casa dos 70 depois de 10 anos, e saí feliz porque podia ter sido despejado antes do final do contrato.

Assim como a casa dos 20 lembra uma universidade, a casa dos 60, um posto do INSS, a casa dos 80 lembra uma clínica geriátrica. Lembrava! Quando entrei na casa a primeira surpresa foi vê-la cheia de ‘cabeças brancas’. Na época da minha avó alcançar a casa dos 80 era uma façanha olímpica, para poucos. A segunda e maior surpresa foi ver a ‘rapaziada’, pulando, malhando, correndo, namorando, como se não houvesse amanhã.

De uns anos para cá, a casa dos 80 foi aumentada com vários puxadinhos, para abrigar tanta gente. E não é só! Da minha janela vejo que estão reformando a casa vizinha que estava caindo aos pedaços, a casa dos 90.

Disse ao meu amigo que a casa dos 80 tem um estilo anos 40, estilo vintage - pé direito alto, esquadrias em arco, piso de tacos de madeira, cadeiras de palha e uma imponente cristaleira. Claro que precisa de cuidados e manutenção constante, muito mais do que a casa dos 30, para evitar rachaduras e infiltrações. Em compensação, amigos, tem a mais bela vista do Passado.👏🏻👏🏻

Fonte: Carlos Eduardo Novaes | Orbisnews 

 

Regras para ser um idoso feliz

01-     Não se meta na vida dos filhos.

02-     Não interfira na educação dos netos.

03-     Ame, ou pelo menos tolere seu genro e Nora, foi seu filho(a) quem escolheu.

04-     Nunca tome partido ou opine no casamento deles.

05-     Não fique um idoso reclamão.

06-     Não seja um idoso com pena de si mesmo.

07-     Não fique falando ‘no meu tempo...’, ele já passou.

08-     Tenha planos para o futuro.

09-     Não fique falando de doenças. Tenha a certeza, ninguém quer saber.

10-     Não importa quanto ganhe, poupe todo mês uma parte.

11-     Não faça prestação, idoso não deve pagar carnê.

12-     Tenha um plano de saúde, ou guarde dinheiro  para despesas médicas.

13-     Guarde dinheiro para o funeral, ou tenha um plano.

14-     Não deixe ‘problemas’ para os filhos.

15- Não fique ligado em noticiário ou política, afinal você não resolverá nada mesmo.

16-     Só veja TV para se divertir, não para ficar nervoso.

17-     Se gostar, tenha um bichinho de estimação para te ocupar.

18-   Ao se levantar, invente moda: caminhe, cozinhe, costure, faça horta, mas não fique parado esperando a morte.

19-     Seja um idoso limpinho e cheiroso. Idoso sim, fedido jamais.

20-     Tenha alegria por ter ficado idoso, muitos já ficaram pelo caminho.

21-   Tenha uma casa e um modo de vida em que todos queiram ir, e não evitar. Isso só depende de você.

22-  Use a idade como uma ponte para o futuro e, jamais, uma escada para o passado. Para a ponte do futuro sempre terá companhia.

23-     Lembre-se: é melhor ir deixando saudades do que deixando alívio.

24-     Divirta-se. Sorria e faça sorrir. Um sorriso melhora o dia de qualquer um.

25-  Não deixe ’aquele bom vinho’ (idosos não devem beber vinho ruim), e nem a cerveja gelada, para amanhã. Amanhã pode ser tarde!  

(JA, Abr25)

 

Postagens mais visitadas deste blog

100 anos do Leblon - os encantos e história do bairro mais charmoso do Rio

Cenário de inúmeras novelas e inspiração de muitos compositores, o local tem centenas de moradores famosos Quando se pensa no bairro do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, vem na mente o cenário de inúmeras novelas de Manoel Carlos e, claro, a fonte de inspiração de muitos compositores e poetas. Como defini-lo? Calmo e elegante. Ele - localizado entre Vidigal, Gávea e Ipanema - é conhecido por seus ótimos restaurantes, comércio forte, vida noturna agitada, e pelos famosos que circulam por lá, e pelo seu cartão-postal: o mar e o Morro Dois Irmãos. A beleza natural juntamente com outros atributos fazem da localidade uma das mais cobiçadas da cidade e um dos bairros mais caros do país. No último dia 26 de julho, o Leblon completou 100 anos de histórias. Francisca Ornellas Teles e Charles Le Blond Charles Le Blond, 1804-1880, chegou ao Rio de Janeiro em 1830, proveniente de Marselha fundando a empresa ‘Navegação Aliança’ com a finalidade de explor...

Bandeira da Cidade de São Paulo

A bandeira paulistana é branca, traz a Cruz da Ordem de Cristo em vermelho e ostenta o brasão do município no centro. O branco simboliza a paz, a pureza, a temperança, a verdade, a franqueza, a integridade, a amizade e a síntese das raças. O vermelho simboliza a audácia, a coragem, o valor, a galhardia, a generosidade e a honra. A cruz evoca a fundação da cidade. O círculo,  emblema da eternidade, afirma a posição de São Paulo como capital e líder de seu estado. O círculo  envolve o brasão do município de São Paulo.  O brasão consiste num braço armado empunhando um pendão branco, de de quatro pontas farpadas, ostentando a cruz da Ordem de Cristo. O pendão está fixado em uma haste lanceada, em prata.  Encimando o escudo há uma coroa em ouro, com quatro torres, três ameias, com uma porta cada. Suportes: dois ramos de café, frutificados, na sua cor natural.  Divisa: ‘Non ducor duco’ (não sou conduzido, conduzo). . A cr...

Coração de Gelo

Quem tem ambições literárias deve ser de esquerda (em público) e de direita (na obra) Não dou conselhos. Exceto quando me pedem. Aí, depois de cobrar meu salário, digo sempre o mesmo a uma audiência mais jovem: quem tem ambições literárias deve ser de esquerda (publicamente) e de direita (literariamente). Em público, persiste ainda a ideia bizarra de que a esquerda tem um ‘pedigree’ cultural mais elevado. A história do modernismo desmente essa fantasia. Mas a fantasia sobrevive —e, acredite, é mais confortável fazer carreira sem correr maratonas. Relaxe, seja de esquerda, tudo fica mais fácil. Literariamente falando, ninguém escreve grandes obras com ‘bons sentimentos’. Muito menos com uma visão otimista da condição humana. Nesse quesito, faço minhas as palavras de Graham Greene: ‘um grande autor tem sempre uma farpa de gelo no coração’. O próprio Greene ilustrava essa máxima como grande escritor de direita que era (apesar de se dizer de esquerda, claro). Le...