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Se não tem remédio, diga umas palavras de consolo

 

Como outros colégios jesuítas, o Anchieta, de Friburgo, tinha sua enfermaria a cargo de um irmão coadjutor. Cabia-lhe ministrar primeiros cuidados, e avaliar se convinha recorrer ao médico.

Certa vez, enquanto esperava para ser atendido, vi no balcão um manual com instruções sobre o socorro a diferentes mazelas, listadas em ordem alfabética. Intrigado, comecei a folheá-lo. Na letra C, encontrei:

‘Calvície: Não tem remédio. Dizer umas palavras de consolo’.

Com o passar dos anos, aprendi que há mais coisas sem remédio ˗ e sem a compensação de que ‘é dos carecas que elas gostam mais’. É o caso da teimosia. 

Ultimamente, tenho visto numerosas manifestações com repetida e sistemática negação da realidade dos fatos. Inútil mostrar ou argumentar: dali a pouco, a lengalenga estará de volta. Relaciono aqui alguns exemplos ˗ aliás, maus exemplos! Trata-se daqueles que, entre outras, têm algumas destas atitudes: 

  • negam o aquecimento global e a responsabilidade que as atividades humanas têm sobre ele
  • negam que esteja aumentando o desmatamento na Amazônia
  • subestimam o número de mortes da Covid-19 no Brasil
  • ainda acreditam no ‘tratamento precoce’, na cloroquina, e panaceias semelhantes
  • são contramedidas profiláticas, como máscaras, e medidas de distanciamento social
  • opõem-se à obrigatoriedade da vacina
  • acreditam que o governo federal combateu adequadamente a pandemia, e só não fez mais porque o STF o teria impedido
  • acreditam que o governo federal se empenhou na rápida obtenção de vacinas
  • consideram, em nome da liberdade de expressão, que teria sido descabida a punição de Roberto Jefferson por ter incitado a ‘colocar para fora na bala (...) aqueles 11 malandros que se fantasiaram de ministros do Supremo’
  • também veem exagero em casos semelhantes, embora não tenham achado nada demais quando André Mendonça, então ministro da Justiça, abriu investigação contra um sociólogo por declarar que Bolsonaro ‘não vale um pequi roído’; e nem quando o Procurador Augusto Aras processou um colunista da Folha que o chamara de ‘servo do Presidente’.

Quando tomo posição sobre esses e outros assuntos, esforço-me para explicitar minhas razões, deixá-las claras. Para a maioria dos meus amigos, tal cuidado nem seria necessário.

No outro extremo, encontram-se aqueles para quem nenhuma dessas argumentações adianta, de tal modo eles estão cristalizados em suas posições. São casos em que não vejo remédio, mas sempre estarei disponível para dizer palavras de consolo.

                                                     

Fonte: A. C. Boa Nova

 

(JA, Ago21)

 

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