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Família Ideal



Luis e Cláudia eram dois jovens quando se conheceram.  Participavam de diferentes grupos de amigos no Colégio, e disputavam a atenção dos demais colegas em todos os eventos. Muitas vezes criticavam um ao outro, e raramente se confraternizavam - estavam sempre em campos opostos.
Passaram-se os anos, e, oportunamente se reencontraram.  Agora não eram mais aqueles jovens do passado. Ambos haviam se formado, trabalhavam como executivos bem sucedidos em grandes empresas,  e tinham  constituído família. Conversaram e ficaram sabendo que ambos haviam se separado de seus cônjuges recentemente, e que cada um havia ficado com a guarda de seus filhos adolescentes – ele com três e ela com dois. Contaram suas histórias um para o outro e, surpreendentemente, notaram que aquele antagonismo do passado não mais existia. Muito pelo contrário. Comentaram um com o outro sobre o relacionamento anterior e, coincidentemente, ambos pretendiam realizar uma ‘Mudança’ em suas vidas, evitando os erros do passado e criando condições para uma vida mais plena, onde os sonhos e os ideais de cada um fossem priorizados. Tinham objetivos comuns, e até como pretendiam alcançá-los era muito parecido. O relacionamento foi se tornando cada vez mais pessoal,  até chegar num ponto em se conscientizaram que seria ótimo viverem juntos, reunirem as duas famílias.
E assim foi. Os filhos aceitaram bem a proposta - até preferiram. Afinal, a união das duas famílias daria melhores condições para eles superarem aquela transição e, ao mesmo tempo, viabilizar alcançar o que almejavam para as suas vidas. A reunião das famílias superou a todas expectativas, tanto por parte do agora casal, como por parte dos filhos. Laura, uma das filha da Cláudia, muito criativa, num determinado dia, quando eles todos foram convidados para participar de um evento,  mandou fazer uma ‘camiseta da família’. As camisetas tinham a mesma cor, e tinham gravado na frente um símbolo que ela idealizou e, atrás, o nome de cada um. Foi um sucesso na festa. Todos convidados gostaram das camisetas da família, e muitos resolveram aderir vestindo as adicionais que ela mandou fazer também e levou. Elas tinham escrito nas costas a palavra ‘Amigo’. As fotos tiradas na ocasião mostram muitas pessoas vestindo a camiseta, acenando para o fotógrafo. 
A relação entre Luis e Cláudia nasceu quando que ambos estavam num momento de vida em que a união permitiu realizar coisas que dificilmente conseguiriam realizar, e num prazo impraticável, caso estivessem sozinhos. Entretanto, passada essa fase, tudo equacionado e bem encaminhado, embora sempre concordassem no principal, começaram a discordar da forma como algumas decisões estavam sendo tomadas, do protagonismo independente assumido, por um ou por outro, na condução dos assuntos. A velha rivalidade do passado ressurgiu; inicialmente num nível  baixo; e, com o passar do tempo, mais impactante. A coisa foi indo num crescendo, até quando tiveram opiniões opostas sobre um assunto relevante, e ambos permaneceram irredutíveis – nem um nem o outro cedeu. Então, somando tudo, ela acostumada profissionalmente a tomar decisões estratégicas difíceis, concluiu que a vida em comum se tornara inviável, e que a separação era a melhor solução para todos. Infelizmente. Então, Cláudia voltou para a sua antiga casa com sua filha Laura. Otávio, seu outro filho, por diversas razões, resolveu e conseguiu permanecer na casa que agora considerava como sendo sua. 
Hoje, os membros de ambas as famílias continuam se empenhando em realizar aquilo em que acreditam ser o melhor, para si e para o grupo.  Oportunamente, os ‘irmãos’ ainda se encontram e se confraternizam. Os laços criados no passado ainda persistem, independentemente do fato de estarem morando em casas separadas.  Por exemplo, Laura, filha de Cláudia, num determinado dia em que se encontrou com os 'irmãos',  ficou emocionada quando percebeu que eles estavam vestindo a antiga camiseta da família. Cláudia e Luis, passado o momento de crise, tiveram a maturidade e habilidade para compreender os motivos que levaram cada um agir como agiu, e a procurar enxergar os fatos também pela ótica do outro. Hoje eles são grandes amigos.  
Embora separados, eles ainda permanecem unidos pelo objetivo maior que um dia os uniu. Independentemente das realizações individuais, o mais importante para todos é, sem dúvida, a realização das expectativas comuns da grande família, que eles constituíram, e que sempre serão.

As pessoas não se encontram por acaso...


(JA, Ago15)

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